Tudo que possa agredir o organismo pode ser considerado como eventual agente etiológico da inflamação, vez que esta é uma resposta orgânica à qualquer agressão.
Bogliolo & Lima Pereira (1978) classificaram em causas:
- Agentes Físicos: Calor e frio; eletricidade; radiações; sons e ultra-sons; magnetismo; gravidade; traumas mecânicos e atritos;
- Agentes Químicos:
- Inorgânicos: Cáusticos, metais pesados, ácidos e álcalis fortes, etc..
- Orgânicos: Exo e endotoxinas bacterianas, micotoxinas, venenos vegetais e animais.
- Agentes Biológicos:
- Infecciosos: Vírus, bactérias, micoplasmas, fungos e protozoários.
- Parasitários: Helmintos e artrópodes.
Observação: É muito importante considerarmos a inter-relação "Agente Agressivo - Contato Agente Tecido - Tecido" na caracterização da gravidade da agressão e da intensidade da inflamação. Assim, um agente pouco patogênico, em contato único e ligeiro com um tecido saudável pode determinar tão somente uma agressão leve com reação inflamatória de curta duração (aguda) e de pequena intensidade. Por outro lado, um agente muito resistente e patogênico, em contatos repetidos e persistentes, mesmo em tecidos saudáveis, irá determinar uma agressão mais grave com reação inflamatória de longa duração (crônica) e de maior intensidade.
São os 4 sinais cardeais, descobertos por Cornelius Celsus, e redescobertos em 1443 pelo Papa Nicolas V.
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