domingo, 21 de novembro de 2010

Onfalocele

Uma onfalocele é considerada uma emergência cirúrgica. As considerações principais são a infecção e o ressecamento dos órgãos. A cavidade abdominal pode ser pequena e incapaz de abrigar a porção externa do intestino. Primeiro, a onfalocele é coberta com um saco de material sintético biocompatível, suturando-se o saco nas bordas da imperfeição abdominal, e lentamente fazendo-se diminuir o volume do saco sintético que cobre a onfalocele. Isso faz com que o abdome se estique. Quando a onfalocele couber perfeitamente dentro da cavidade abdominal, remove-se o material sintético e fecha-se o abdome.

Expectativas (prognóstico):
Espera-se uma recuperação total. Com freqüência, a onfalocele pode estar associada a outros defeitos congênitos e o prognóstico, então, vai depender dessas condições.

Complicações:

infecção intestinal
morte do tecido intestinal devido ao ressecamento e ao trauma do intestino desprotegido
Solicitação de assistência médica:
Este problema é diagnosticado e corrigido no hospital, ao nascimento. Ao retornar para casa, solicite assistência médica se o bebê apresentar alguns desses sintomas:

problemas para se alimentar
vômitos (o cuspe do bebê não é normal)
vômitos verdes ou verde-amarelados
abdome distendido
diminuição das evacuações
febre
alterações preocupantes do comportamento

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ASMA!

A asma é uma doença de causa alérgica, que leva a uma constrição de brônquios e bronquíolos, de ambos pulmões, ocasionando uma dificuldade de respirar que, se não tratada com medicamentos apropriados, vai se agravando progressivamente, levando o paciente a um estado de exaustão, falta de oxigenação e morte.

A asma causa chieira, tosse e diminuição do tempo respiratório. É mais comum em crianças do que em adultos. Pessoas que tiveram asma na infância podem não apresentá-la quando adultos ou podem voltar a apresentar os sintomas numa idade mais avançada, raramente podem até apresentarem asma pela primeira vez neste período de vida.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem começar por tosse ou chieira:

- Ao praticar exercícios;
- Ao inspirar algo que cause alergia como pó, pólen, mofo, ou pêlo de animal;
- Ao inspirar algo que irrite os pulmões, como ar frio, vírus, e fumaça de tabaco. Quando a tosse e a chieira acontecem, ocorre um ataque de asma que pode durar alguns minutos ou dias podendo ser leve, moderado ou grave, havendo a possibilidade de acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Pode ser fatal, por isso o diagnóstico e o tratamento da asma devem ser precoces, levando assim a uma vida saudável e ativa.

Como a asma acontece?

Se tiver asma, as vias aéreas dos seus pulmões sempre estarão um pouco inchadas. Ao exercitar-se ou inspirar algo que cause alergia ou irritação aos pulmões as vias aéreas tornam-se mais inchados e começam a produzir mais muco do que necessário, ocasionando maior compressão muscular na área. Assim as vias aéreas ficam mais estreitas, dificultando a entrada e a saída de ar, resultando em: tosse, falta de ar e aperto no peito.

Como identificar a presença de asma?
Familiares devem aprender a identificar os primeiros sintomas de asma em seus filhos. Muitas vezes, ou por que a criança é muito pequena ou porque não demonstra muito, os sinais são muito sutis. A primeira modificação que será notada é o aumento do período expiratório, ou exalação do ar. A seguir a frequencia da respiração (número de vezes que a pessoa respira por minuto) aumenta. Outro sinal que aparece a seguir é chiera no peito, que pode ser notada colocando se o ouvido no tórax da criança.
Estes sinais e sintomas são os indicadores de uma urgência e a partir deste momento, após um período de 4 horas de observação e em uso de medicação especifica, se não houver melhora ou a criança piorar, um serviço de urgência deve ser imediatamente visitado.
Como é feito o tratamento da asma?

O tratamento da asma promoverá uma vida normal e ativa. Porém, para isso, será necessário:
- Tomar a medicação apropriada.
- Permanecer longe de coisas que tornem difícil a respiração.

Há dois tipos principais de medicamentos para asma:

- Broncodilatadores: relaxam os músculos das vias aéreas permitindo que o fluxo de ar seja melhor.
- Corticosteróides: ajudam as vias aéreas a incharem menos. Os corticosteróides não podem ser usados para parar as crises, de forma isolada. Os dois tipos de medicamentos que podem ser usados são: bombinha através da qual o medicamento pode ser inspirado pela boca e comprimido ou cápsula.
No tratamento de uma emergência, está indicado o uso dos dois medicamentos e também de medicamentos complementares e de oxigênio, se for necessário.
  • Certifique-se de saber usar a bombinha de maneira adequada:

    - Leia a bula que vem com sua bombinha. A maioria das bombinhas agem melhor se forem seguradas cerca de 2 a 3 centímetros de distância da sua boca quando for aplicar a medicação. Seu médico deverá ensina-lo a usar a bombinha de forma correta.
    - Não feche a boca na bombinha pois menor quantidade de remédio chegará aos pulmões.
    - Borrife e então inspire todo o ar lentamente.
    - Aprenda a perceber quando o refil da bombinha estiver vazio: coloque o refil numa tigela de água, se este afundar, ainda está cheio, mas se flutuar, use outro refil.

    Que cuidados devem ser tomados?

    Aqui estão algumas maneira para manter a casa livre de substâncias, que poderiam tornar a respiração de seu filho mais difícil e tornar sua vida menos saudável:

    Cuidados com a roupa de cama:

    - Forre o colchão e travesseiros com coberturas de plástico com zíperes.
    - Lave as roupas de cama uma vez por semana em água quente.
    - Lave cuidadosamente os travesseiros a seco uma vez por mês.

    Ter um animal de estimação pode não ser uma boa idéia. Mas se tiver, siga cuidadosamente as seguintes instruções:

    - Dê banho todas as semanas.
    - aspire o pó da casa diariamente.

    Cuidados gerais a serem tomados:

    - Evite o mofo e outras coisas que o prejudiquem.
    - Se fizer uso de vaporizador, limpe-o freqüentemente.
    - Não varra a casa, use sempre um pano úmido no lugar.
    - Mantenha a casa ventilada e as janelas abertas.
    - Fique longe de fumaça de cigarro.
    - Tome seus medicamentos exatamente como recomendação médica.
  • Não use substancias de limpeza com cheiro forte, como cera, desinfetantes, etc. Se for necessário seu uso, mantenha seu filho fora de casa até que o cheiro tenha passado.
  • Não use perfumes, talcos, desodorantes em seu filho.
  • O uso de perfumes e talcos em pais que ficam muito tempo com seus filhos, principalmente no colo, podem desencadear as crises. Evite isso.
  • Roupas guardadas por muito tempo, sem arejar, ficam com cheiro de mofo e costuma ter ácaros. Antes de começar o inverno, retire paletós e roupas guardadas, lave-os e seque ao sol.
Procure ajuda médica imediatamente se seu filho:

- Tossir, chiar ou estiver com falta de ar, até mesmo usando o remédio.
- Estiver resfriado ou com outra infecção respiratória.
- Iniciar o uso da bombinha e não apresentar uma melhora satisfatória em 4 horas.

Pé Diabético

O que é o pé diabético ?
O pé diabético é uma das complicações crônicas que atingem os pacientes diabéticos. Acomete os membros inferiores. Entre 5 a 10% dos pacientes diabéticos são portadores de úlceras nos membros inferiores. É também a causa mais comum de internação de pacientes diabéticos.
É problema único ?
Normalmente não. Diabeticos são pacientes que enxergam mal, devido à retinopatia diabética, não percebendo uma lesão grave em um pé ou inchaço de membros inferiores, podendo piorar a situação. Também são pacientes que possuem neuropatia, ou seja, deficiência na sensação de dor e outros, possuem doença arterial associada, têm dificuldade de combate a infecção, podem apresentar deformidades osteoarticulares, e, também doença nos rins e coração. Todos esses fatores agravam o quadro.
O controle da diabetes é importante ?
Sim, ficou comprovado que uma queda nas taxas de hemoglobina glicosilada, e esta é utilizada exatamente para medir o controle da diabetes no paciente.
Quem é o médico especializado no tratamento do pé diabético ?
Por ser um problema muito comum, varios especialistas em diversas áreas estão aptos a seguir um tratamento, porém, o Cirurgião Vascular é o recomendado.
O que se sente?
  • Desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar são freqüentes.
  • Diminuição na sensibilidade de temperatura e dor e áreas de anestesia explicam as lesões
  • Mau cheiro exalado pela gangrena diabética.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pela história clínica (anamnese) e pelo exame físico da lesão por um médico competente. A lesão, quando avançada, geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.
Como é feito o tratamento?
É imprevisível a evolução das lesões nos diabéticos, particularmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico.
O que mais podemos fazer para evitar ?
Todo paciente diabético deve sempre:
  • mesmo um pequeno trauma deve ser avaliado por um médico.
  • informar sempre seu médico que é diabético, principalmente em situações como num pronto socorro.
  • lavar os pés e dedos diariamente e secar cuidadosamente, principalmente entre os dedos. É muito importante secar bem os pés após o banho ou nadar. O uso de talco ou de hidratante deve ser orientado pelo médico.
  • Crie o hábito de examinar os pés diariamente a procura de lesões: cortes, bolhas, calosidades e possiveis areas de infecção. Olhe sempre entre os dedos. Se não conseguir fazer essa insepeção sozinho, peça ajuda de alguem.
  • nunca utilize bolsa de agua quente ou compressas quentes nos pés. Se sentir frio, utilize meias grossas de algodão.
  • evite extremos de temperatura nos pés. Teste a água do banho com as mãos e/ou cotovelos e cuidado com o chão quente no verão: fique atento ao asfalto, areia da praia e calçada.
  • examine seus sapatos todos os dias à procura de objetos que possam ferir, como pedrinhas, pedaços de unha, extremidades ásperas, forro rasgado, palmilha dobrada e outros.
  • mude as meias todos os dias e evite meias remendadas, furadas ou grandes demais. Use as meias do avesso, ou seja, com a costura para fora, e não para dentro.
  • use sapatos confortáveis, de tamanho adequado, e tome cuidado para que não sejam apertados, prestando muita atenção com sapatos novos.
  • não utilize sapatos sem meias. Use meias de boa qualidade e evite as de elástico apertado. Nunca utilize a mesma meia do dia anterior, pois pode haver presença de fungos, capazes de desencadear micoses e doenças da pele.
  • não utilize fita adesiva, esparadrapo ou qualquer outra no pé
  • não use sandálias com tiras entre os dedos.
  • não deixar os pés mergulhados na água.
  • evite andar descalço mesmo dentro de casa e se o fizer, muito cuidado com pedras, parafusos, pregos, vidro, e qualquer peça pequena que possa machucar.
  • não use produtos quimicos para retirar calos, muito menos com objetos cortantes. Procure sempre um médico, ou podólogo especializado e enfatize que é diabético.
  • Corte as unhas com muito cuidado e de modo reto, sem fazer pontas afiadas nos cantos das unhas. Cuidado para não se ferir. Em caso de unha encravada, procure seu médico.
  • não fume
  • procure um médico se achar que há algo errado com seus pés.
  • procure consulta em grupos de atendimento específico para diabéticos, e frequente pelo menos uma vez por ano
  • É melhor prevenir do que remediar.
  • Compre sapatos na parte da tarde, quando os pés estão mais inchados, para não correr o risco de comprar sapatos que irão apertar depois.
Tem cura ?
Na realidade é possivel controlar o problema na maioria das vezes, mas é preciso muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes.


fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?492

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pneumonia

O que é pneumonia?

A pneumonia é uma infecção dos pulmões na qual a criança pode ter:

- Problemas para respirar;
- Respiração rápida e dolorosa;
- Tosse;
- Febre;
- Calafrios.

O médico pode pedir uma radiografia do peito da criança.

A pneumonia não é contagiosa.

Como posso cuidar do meu filho?

- Dar o antibiótico previamente prescrito para tratar da infecção.
- Dar medicamento contra febre e dor no peito, que pode ser acetaminofen (Tylenol) ou Ibuprofeno (Advil) a cada 4 ou 6 horas. Não dê aspirina.
- Dar líquidos mornos para a tosse. A criança tosse porque tem muco espesso e pegajoso. Os líquidos mornos ajudam a soltar o muco. Dar limonada, suco de maçã ou chá mornos. Não dar medicamento para a tosse. A criança precisa expelir o muco dos pulmões. Isto fará com que ele se sinta melhor.
- Mantenha úmido o ar do quarto de seu filho. Utilize um umidificador de ar.
- Não fume perto da criança. O fumo piora a tosse aumenta sua permanência.

Procure imediatamente um médico se:

- A criança tiver problemas para respirar.
- A doença agravar.
- A criança ainda tiver febre dois dias após começar a tomar o remédio.
- A tosse durar mais de três dias.
- Você tiver outras perguntas e preocupações.

Fibrose Cística

A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autossómica (não ligada ao cromossoma x) recessiva (que são necessários para se manifestar mutações nos 2 cromossomas do par afectado) causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas, nomeadamente as glândulas exócrinas (glândulas produtoras de muco).
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares.
A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões.
É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.

A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação.
Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.

Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/252/fibrose-cistica

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trombose

Uma "epidemia" silenciosa varre os hospitais brasileiros. Os números ainda não são precisos, mas a estimativa é de que até 40% dos pacientes internados para cirurgias mais complexas acabem desenvolvendo a trombose.

O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção.

Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose.

Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção.

De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg.

"O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica.

A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior.

Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos.

Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas.

Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais.

A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano.

"A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos".

É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente.

Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes.

* Os Perigos

O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida.

A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local.

* Os Fatores de Riscos

Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose:

Idade acima de 40 anos

* Obesidade
* Varizes grandes
* História anterior de trombose
* Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal
* Cigarro
* Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação
* ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença
* Cirurgias de médio e grande portes
* Infecções e doenças graves
* Traumatismos
* Gravidez e pós-parto
* Imobilização prolongada

* Sinais de Alerta

As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns:

* Dor intensa
* Inchaço nas pernas
* Vermelhidão e calor no local
* Endurecimento da musculatura da perna
* Formação de nódulos dolorosos nas varizes

* Cuide-se

O que os médicos recomendam:

# Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local.

# Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos.

# No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital.

Cicatrização de Feridas


De um modo geral as feridas podem ser agudas, ou seja, o processo de cicatrização ocorre de forma ordenada com resultado anatômico e funcional satisfatório; ou crônicas, onde o processo inflamatório esta estacionada, e vemos como exemplo as úlceras.
Quanto ao mecanismo de cicatrização as feridas são classificadas em fechamento por primeira intenção, por segunda intenção ou espontâneo e por terceira intenção.

FASE INFLAMATÓRIA
Esta fase compreende os processos de hemostasia e resposta inflamatória aguda, limitando a extensão da lesão tecidual.
A lesão do endotélio estimula a ação plaquetária, que liberam citocinas para o reparo tecidual e ativam a cascata de coagulação para formação de fibrina, que envolve e estabiliza o tampão plaquetário.
Após a hemostasia ser atingida com a formação de trombo, ocorre a migração de polimorfonucleares (PMN), que tem a função de limpeza dos tecidos e fagocitose de bactérias. Quanto maior for o numero de PMN, maior será a produção de citocinas e substâncias citotóxicas.
Os monócitos circulantes também são recrutados, e no sitio da ferida diferenciam-se em macrófagos. E o linfócito é outro tipo celular encontrado, principalmente nas feridas com contaminação bacteriana, com corpos estranhos e com grande quantidade de tecido desvitalizado. Normalmente é o macrófago que processa antígenos e os apresenta para os linfócitos.

FASE PROLIFERATIVA
Segue-se com a proliferação de fibroblastos na ferida, geralmente derivada de células do tecido conjuntivo, dando início a fibroplasia. Observamos mais de 13 tipos de fibras de colágeno, sendo os principais:
TIPO LOCALIZACAO
I Todos os tecidos, exceto cartilagem e membrana basal.
II Cartilagem, humor vítreo e disco intervertebral.
III Pele, vasos e vísceras.
IV Membrana basal








Simultaneamente a fibroplasia, ocorre a formação de tecido de granulação através da proliferação de células endoteliais, angiogenêse e infiltração densa de macrófagos. Os gicosaminoglicans (acido hialurônico e fobronectina) favorecem a interação entre as citocinas e células-alvo na matriz extracelular.
Na periferia das feridas observamos a ativação de queratinócitos, que representa e epitelização.


FASE DE MATURAÇÃO
O processo de remodelamento da ferida implica no equilíbrio entre a síntese e a degradação de colágeno, redução da vascularização e da infiltração de células inflamatórias, ate que se atinja a maturação.
A contração da ferida é um dos principais fenômenos desta fase, impulsionada pela ação de miofibroblastos, que são fibroblastos do tecido de granulação, diferenciados, e com estrutura actina-miosina. Nos casos de queimaduras e traumas extensos, a contração é um inimigo, porque leva a deformidade estética e funcional, e denominamos de contratura.

PRINCIPAIS CITOCINAS ENVOLVIDAS NA CICATRIZAÇÃO

CITOCINA CÉLULA PRODUTORA AÇÕES
PDGF fator de crescim derivado de plaquetas Plaquetas, macrófagos e células epiteliais Regulação da fase inflamatória da síntese de matriz extrac
TGF-B fator de crescimento beta de transformação Plaquetas, linfócitos, macrófagos, e células endoteliais, fibroblastos e células musc lisas. Presente em todas as fases. Estimula a síntese de colágeno e matriz extrac, proliferação de fibroblastos e cel endoteliais
FGF fator de crescimento de fibroblastos Macrófagos e células endoteliais Induzem a angiogênese
EGF fator de crescimento da epiderme Queratinócitos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos e fibroblastos
KGF fator de crescimento de queratinócitos Fibroblastos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos
IGF-1 fator de crescim insulina-símile Vários tipos celulares Induzem a síntese de colágeno e matriz extracelular, alem de facilitar a prolif de fibroblastos


Todo o processo de cicatrização pode sofrer alterações quando certos fatores estão presentes. Dentre eles temos a desnutrição, infecção, perfusão tecidual inadequada (volemia, quantidade de hemoglobina e/ou conteúdo de oxigênio sanguíneo deficientes), paciente portador de diabetes, obeso ou em uso de glicocorticóides, quimioterápicos e radioterapia.



Fonte:SABISTON - Tratado de Patologia Cirúgica
Apostila do Medcurso - Cirurgia