domingo, 19 de setembro de 2010

Edema

O edema é um acúmulo anormal  de líquidos no espaço intersticial (espaço localizado entre os vasos e as células dos tecidos).Os principais mecanismos causadores do edema   são   o aumento da pressão dentro dos vasos (pressão hidrostática) e a diminuição da concentração de proteínas no sangue (pressão oncótica).Ambos facilitam a passagem de líquidos dos vasos para o espaço intersticial.
Causas:
- Insuficiência cardíaca.
- Erisipela.
- Insuficiência venosa crônica , trombose venosa profunda aguda e linfedema.
- Doenças renais.
- Hipoproteinemia (baixa concentração de proteínas no sangue.Exemplos: desnutrição e perda de proteínas pelos rins , como na síndrome nefrótica). 
- Cirrose hepática .
- Hipotireoidismo .
- Medicamentos.
- Alergia.
- Edema cíclico idiopático (mulheres).
Características clíncas nos diversos quadros de edema:
- A insuficiência cardíaca, a doença renal , a doença hepática e a hipoproteinemia (diminuição dos níveis de proteínas no sangue) , podem causar edema e para maior dificuldade no diagnóstico, podem inclusive coexistir dentro do mesmo quadro clínico (exemplo: caquexia cardíaca  é uma insuficiência cardíaca grave e terminal, associada a desnutrição  com queda de proteínas no sangue).  
Antes de ser notado, o edema é precedido por um ganho de peso de 3 até 5 Kg. Por isso , é fundamental que os pacientes com insuficiência cardíaca se pesem diariamente pela manhã , visando monitorar a retenção de líquidos.  O edema cardíaco costuma iniciar nos tornozelos e no final da tarde (edema maleolar vespertino).Com a evolução do quadro , tornar-se ascendente em direção às pernas , coxas e região genital. Em pacientes acamados , pode ser mais pronunciado na região sacral. Costuma ser bilateral . Pode ainda ocorrer a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).
Antecedentes de doença cardíaca e a presença de dispnéia, costumam estar presentes . O  edema de origem cardíaca é normalmente simétrico - afeta as duas pernas- e progride desde os tornozelos até as pernas e coxas , podendo atingir a região genital e a parede do abdôme.A dispnéia geralmente precede o edema e  a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).
- A erisipela é uma infecção bacteriana do tecido das pernas que fica imediatamente abaixo da pele (tecido subcutâneo).O edema da erisipela costuma ser unilateral , sendo acompanhado por calor , vermelhidão local , febre e outros sintomas de uma infecção , como mal estar e dores no corpo. 
- A insuficiência venosa  costuma causar edema  mais intenso em uma perna , acumulando o líquido ao longo do dia, e melhorando com a elevação das pernas. É comum a presença de varizes visíveis nas pernas e outros sinais de insuficiência venosa, com úlceras varicosas e o escurecimento da pele das pernas (dermatite ocre). A trombose venosa profunda aguda  costuma acometer mais uma perna (edema unilateral) e  ser acompanhada por calor e vermelhidão local.Pode haver um endurecimento das panturrilhas. Geralmente há um fator predisponente para à trombose venosa , como trauma , imobilização prolongada (exemplo: pós-operatório de cirurgia ortopédica) , insuficiência cardíaca , obesidade , uso de anticoncepcional , doença maligna (cancêr) , entre outras. É uma situação potencialmente grave, pois poderá  complicar-se com um tromboembolismio pulmonar (embolia pulmonar).O linfedema costuma causar edema , muitas vezes bilateral , cuja característica principal é ser endurecido, tendo pouca ou nenhuma melhora com à elevação dos membros inferiores . Antecedentes de erisipela de repetição  podem ser relatados. 
- O edema pode ser generalizado (anasarca), podendo ocorrer desta forma na síndrome nefrótica (perda de proteínas através dos rins) ,  cirrose hepática e  insuficiência cardíaca severa . No edema hepático a ascite precede o edema de membro inferior (ao contário do quadro de insuficiênia cardíaca) e geralmente não há dispnéia (falta de ar), a não ser que haja restrição respiratória pela ascite volumosa. O edema renal pode acometer a face, sendo acompanhado de disfunção renal e suas alterações laboratoriais (aumento dos níveis de uréia e creatinina), além dos sintomas de uremia (fraqueza , náuseas , emagrecimento , prurido e anemia). A principal causa de insuficiência renal no Brasil é a associação de hipertensão arterial e diabete melito. O edema que acomete a face e envolta dos olhos, sugere síndrome nefrótica, gromerulonefrites , hipoproteinemia (falta de proteínas no sangue por perda urinária , desnutrição ou menor produção de proteínas pelo fígado , como na cirrose hepática). O edema angioneurótico (alérgico) e o mixedema (hipotireoidismo severo) , também podem edemaciar a face.
- Diversos medicamentos cardiovasculares podem causar edema (geralmente no tornozelo e nas pernas), devendo ser pesquisados na história clínica.  Entre os medicamentos cardiovasculares causadores de edema , merecem destaque os diidroperidínicos (anlodipino , felodipino , nifedipino, etc.), além de outros bloquadores dos canáis de cálcio (diltiazem e verapamil) e a hidralazina (vasodilatador arterial direto).
- O edema cíclico idiopático nas mulheres apresenta um influência hormonal  (ciclo menstrual). Não há outras causas que possam justificar esse edema, que afeta mais os tornozelos , pernas e mãos. 
Investigação do edema:
A base para o diagnóstico correto da causa do edema  é o exame clínico (história clínica e exame físico). Vários exames complementares podem ser solicitados para a investigação, como: exames de sangue (exemplo: dosagem de proteínas no sangue , dosagem de uréia e creatinina para avaliar a função renal , dosagem de sódio , provas de função hepática e da tireóde, etc.) , eletrocardiograma , ecocardiograma (útil para o diagnóstico de insuficiência cardíaca ) , ecografia do abdômem (confirma o diagnóstico de ascite e avalia o estado do fígado e dos rins) , ecodoppler do sistema venoso dos membros inferiores (é útil para o diagnóstico de insuficiência venosa , trombose venosa profunda aguda e linfedema) e outros.

INFLAMAÇÃO

Conjunto de fenômenos bioquímicos, morfológicos e fisiológicos, sucessivos, ativos e complexos, pelos quais se exterioriza a reação vascular e tissular dos tecidos vivos a qualquer agressão.Outros adjetivos cabíveis: local, inespecífica e mesenquimal.
Tudo que possa agredir o organismo pode ser considerado como eventual agente etiológico da inflamação, vez que esta é uma resposta orgânica à qualquer agressão.
Bogliolo & Lima Pereira (1978) classificaram em causas:
Endógenas: as derivadas de degenerações ou necroses tissulares e as derivadas de alterações na resposta imunológica (por imunocomplexo ou autoimune).
Exógenas:
    • Agentes Físicos: Calor e frio; eletricidade; radiações; sons e ultra-sons; magnetismo; gravidade; traumas mecânicos e atritos;
    • Agentes Químicos:
- Inorgânicos: Cáusticos, metais pesados, ácidos e álcalis fortes, etc..
- Orgânicos: Exo e endotoxinas bacterianas, micotoxinas, venenos vegetais e animais.
    • Agentes Biológicos:
- Infecciosos: Vírus, bactérias, micoplasmas, fungos e protozoários.
- Parasitários: Helmintos e artrópodes.

Observação: É muito importante considerarmos a inter-relação "Agente Agressivo - Contato Agente Tecido - Tecido" na caracterização da gravidade da agressão e da intensidade da inflamação. Assim, um agente pouco patogênico, em contato único e ligeiro com um tecido saudável pode determinar tão somente uma agressão leve com reação inflamatória de curta duração (aguda) e de pequena intensidade. Por outro lado, um agente muito resistente e patogênico, em contatos repetidos e persistentes, mesmo em tecidos saudáveis, irá determinar uma agressão mais grave com reação inflamatória de longa duração (crônica) e de maior intensidade.

São os 4 sinais cardeais, descobertos por Cornelius Celsus, e redescobertos em 1443 pelo Papa Nicolas V.
Calor: Perceptível nas superfícies corporais. Decorre da hiperemia e do aumento do metabolismo local;
Rubor: Hiperemia /Reflexo axônico (diminuição de impulsos vasoconstrictores);
"Tumor": Decorre do aumento da permeabilidade vascular (edema). Pode determinar aumento do volume hídrico local em até 5 ou 7 vezes.
Dor: Causada pela irritação química nas terminações nervosas e pela compressão mecânica (edema).
 Para o tratamento é utilizado anti-inflamatórios não-esteroidais ou esteroidais!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OSTEOPOROSE...

A osteoporose é a diminuição da massa óssea. Apesar do osso ser um tecido vivo que se renova permanentemente durante toda a vida, se a pessoa tiver pouca atividade física ou ingerir pouco cálcio durante as primeiras décadas de sua vida, tem o risco de desenvolver osteoporose aumentado.
Durante as primeiras décadas de vida, predomina a formação óssea e por último a atividade de reabsorção óssea, de tal forma que a massa óssea começa a declinar vagarosamente a partir dos cinqüenta anos de idade para a maioria das pessoas.
Com o passar dos anos, todos os ossos do nosso corpo são totalmente renovados e o cálcio é fundamental para o crescimento dos ossos e dentes,. Todos os dias o nosso organismo recebe cálcio dos alimentos ingeridos e perde cálcio através da urina.
Se sai mais cálcio do que entra, o organismo retira cálcio dos ossos, para poder manter o nível de cálcio circulando no sangue. Com a diminuição da massa óssea, mesmo em níveis que podem ser caracterizados como osteoporose, nem sempre acarreta problemas ou limita as atividades da pessoa. A osteoporose quase nunca dói, e quando acontece de doeré porque houve fratura ou uma patologia associada chamada de síndrome dolorosa miofascial ou a osteoartrose, comuns na idade mais avançada.
Uma das conseqüências do envelhecimento é a perda gradual da massa óssea, que se torna mais frágil e as vezes diminui de tamanho. Por isso que algumas pessoas, quando se tornam idosas, diminuem de tamanho.
A osteoporose somente passa a preocupar quando começam os riscos de fraturas. As mais comuns são as fraturas de punho, úmero (osso do braço que vai do ombro ao cotovelo), vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur (osso único da coxa).
As fraturas acabam complicando a saúde do idoso, metade das pessoas com fraturas de fêmur passam a ter limitações e até mesmo dificuldade de locomoção. Cerca de 40% dessas pessoas apresentam complicações circulatórias, troboembólicas, infecções respiratórias e desencadeamento do diabetes, que podem resultar na morte.
A falta de prevenção da ostoporose deverá resultar em algum tipo de fratura para metade das mulheres ao redor dos 70 anos e para duas em cadatrês mulheres aos 80 anos de idade. As medidas preventivas compreendem a ingestão de quantidade adequada de cálcio, o exercício físico, a correção do hipoestrogenismo e o controle dos fatores que favorecem as fraturas.
Os Fatores de Risco para a Osteoporose.
Os fatores de risco são:
  1. história familiar de fratura;
  2. fumo;
  3. mais de duas doses de bebida alcoólica por dia;
  4. baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
  5. sedentarismo;
  6. idade avançada;
  7. uso contínuo de certos medicamentos como: corticoesteróides, anticonvuldivantes,ou metotrexate;
  8. ingestão inadequada de cálcio;
  9. ser da raça branca ou asiática.
Existem dois tipos de riscos para o desenvolvimento da osteoporose: o primeiro são aqueles não possíveis de correção e atinge pessoas que tem predisposição genética, como de baixo peso e estatura que têm a ossatura delicada; pertencer à raça branca ou asiática; e ter parentes próximos com o problema. A menopausa também é outro fator de risco não possível de correção.
Porém, existem casos em que se pode corrigir o problema e está diretamente ligado ao estilo de vida, como o fumo e a bebida, a falta de exercíciofísico, a alimentação que pode ser modificada e a terapia de reposição hormonal nas mulheres que têm baixa de estrógeno.
Como Prevenir a Osteoporose.
Quando a mulher se aproxima dos cinqüenta anos a produção de estrógeno diminui e a ovolução é interrompida. Com isso a mulher para de menstruar e algumas sentem dores de cabeça, dores pelo corpo, fadiga, ondas de calor, sudorese, secura vaginal, insônia, alteração do humor e aumenta a incidência de doenças coronarianas. Mas todas as mulheres tem perda de massa óssea em decorrência da queda dos níveis de estrógeno.
Uma das soluções para esses casos é a reposição hormonal, que protege contra as doenças coronarianas, reduz o risco de câncer uterino e é a melhor forma de interromper a perda de massa óssea e prevenir a osteoporose da pós-menopausa. Mulheres que tiveram câncer de seio ou que tenham enxaqueca, diabetes ou asma podem ter problemas com reposição hormonal. Nem sempre a menopausa requer o uso de drogas.
O exame que pode ser feito para medir o nível de perda da massa óssea é chamado de densitometria óssea e é indicado para as pessoas que apresentam pelo menos dois fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Nestes casos, a determinação da massa óssea é importante para auxiliar o tratamento.
Para prevenir a osteoporose é preciso fazer uma prevenção na adolescência principalmente, para as mulheres. A quantidade de massa óssea que conseguimos juntar na adolescência fará com que no envelhecimento tenhamos maior resistência contra fraturas, por isso, é fundamental que a jovem seja orientada para uma dieta rica em cálcio, como também para atividades físicas regulares.
Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana. O melhor é caminhar, correr dançar, jogar tênis, ou praticar esporte coletivo como futebol, voleibol, basquetebol. Para pessoas mais idosas o indicado é caminhar aproximadamente 40 minutos de preferência todos os dias, respeitando sempre os limites de cada um e o conselho do seu médico.
Outro fator que auxilia no tratamento e na prevenção é a ingestão de alimentos com grandes quantidades de cálcio. Algumas das melhores fontes de cálcio são o leite e seus derivados, porém recomenda-se consumo moderado de laticínios devido a sua grande quantidade de gordura. Deve-se dar preferência aos desnatados que possuem o mesmo teor de cálcio dos integrais. Veja abaixo alguns alimentos e suas quantidadesde cálcio:

CALCIFICAÇÃO

Os problemas comuns de coluna, geralmente são corrigíveis, e causados por má postura ou por genética, ou com causas idiopáticas, mas quando se tornam graves e geram calcificações, podem ter origem metabólica.

 Ocorreu um caso no ES em 1998, e estudos de patologias mostraram que muitas pessoas possuem problemas de glândulas e hormonais e não sabem. Quando atentam para o problema, já estão em fase de cirurgias ou de calcificações que limitam seus movimentos, até ficarem em cadeiras de rodas.

Geralmente ocorrem em pessoas com problemas de. Hiperparatiroidismo familiar ou de hiper - tiroidismo, onde ocorre a fixação do cálcio circulante do sangue, nos ossos, sem que as células modeladoras dos ossos, “osteoclastos” consigam agir e controlar essa atividade. Com o tempo, ocorre a calcificação sistêmica, generalizada, não só de articulações como também de vasos e artérias, levando o indivíduo á morte. 

Um simples exame de sangue e a visita a um endócrino, podem evitar transtornos da calcificação.

A Fisioterapia pode auxiliar nesses casos quando a calcificação começa a limitar os movimentos da marcha, por exemplo.

Exames que podem auxiliar no diagnóstico da doença:

·        Exame de Achados Sanguíneos

·        Densitometria óssea,

·        Radiografias,

·        Ecografias

Para se curar das calcificações, se trata o hipertiroidismo para que se ordenem as moléculas hormonais, e que se organize a fixação de cálcio nos ossos.

Indicações para Terapêutica Cirúrgica
Todos os doentes com manifestações clássicas de HPTP, nomeadamente nefrolitíase, osteíte fibrosa quística ou doença neuromuscular têm indicação cirúrgica.
No entanto, e porque atualmente cerca de80% dos doentes é assintomática, a paratiroidectomia não é o tratamento de escolha em todos os casos, apesar de ser a única terapêutica curativa.

Além desses cuidados, também convém lembrar que os hábitos alimentares de pessoas com esses problemas, devem ser mudados.

Tratamentos cirúrgicos podem piorar a situação caso o problema glandular não tenha sido solucionado.  Muitas vezes esse não é o caminho.

A fisioterapia pode auxiliar em relação á postura e ao alívio dos quadros dolorosos.

Hidroterapia é muito bem indicada nesses casos, com exercícios de baixo impacto.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7as_causadas_por_calcifica%C3%A7%C3%A3o_em_tecido_mole