domingo, 21 de novembro de 2010

Onfalocele

Uma onfalocele é considerada uma emergência cirúrgica. As considerações principais são a infecção e o ressecamento dos órgãos. A cavidade abdominal pode ser pequena e incapaz de abrigar a porção externa do intestino. Primeiro, a onfalocele é coberta com um saco de material sintético biocompatível, suturando-se o saco nas bordas da imperfeição abdominal, e lentamente fazendo-se diminuir o volume do saco sintético que cobre a onfalocele. Isso faz com que o abdome se estique. Quando a onfalocele couber perfeitamente dentro da cavidade abdominal, remove-se o material sintético e fecha-se o abdome.

Expectativas (prognóstico):
Espera-se uma recuperação total. Com freqüência, a onfalocele pode estar associada a outros defeitos congênitos e o prognóstico, então, vai depender dessas condições.

Complicações:

infecção intestinal
morte do tecido intestinal devido ao ressecamento e ao trauma do intestino desprotegido
Solicitação de assistência médica:
Este problema é diagnosticado e corrigido no hospital, ao nascimento. Ao retornar para casa, solicite assistência médica se o bebê apresentar alguns desses sintomas:

problemas para se alimentar
vômitos (o cuspe do bebê não é normal)
vômitos verdes ou verde-amarelados
abdome distendido
diminuição das evacuações
febre
alterações preocupantes do comportamento

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ASMA!

A asma é uma doença de causa alérgica, que leva a uma constrição de brônquios e bronquíolos, de ambos pulmões, ocasionando uma dificuldade de respirar que, se não tratada com medicamentos apropriados, vai se agravando progressivamente, levando o paciente a um estado de exaustão, falta de oxigenação e morte.

A asma causa chieira, tosse e diminuição do tempo respiratório. É mais comum em crianças do que em adultos. Pessoas que tiveram asma na infância podem não apresentá-la quando adultos ou podem voltar a apresentar os sintomas numa idade mais avançada, raramente podem até apresentarem asma pela primeira vez neste período de vida.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem começar por tosse ou chieira:

- Ao praticar exercícios;
- Ao inspirar algo que cause alergia como pó, pólen, mofo, ou pêlo de animal;
- Ao inspirar algo que irrite os pulmões, como ar frio, vírus, e fumaça de tabaco. Quando a tosse e a chieira acontecem, ocorre um ataque de asma que pode durar alguns minutos ou dias podendo ser leve, moderado ou grave, havendo a possibilidade de acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Pode ser fatal, por isso o diagnóstico e o tratamento da asma devem ser precoces, levando assim a uma vida saudável e ativa.

Como a asma acontece?

Se tiver asma, as vias aéreas dos seus pulmões sempre estarão um pouco inchadas. Ao exercitar-se ou inspirar algo que cause alergia ou irritação aos pulmões as vias aéreas tornam-se mais inchados e começam a produzir mais muco do que necessário, ocasionando maior compressão muscular na área. Assim as vias aéreas ficam mais estreitas, dificultando a entrada e a saída de ar, resultando em: tosse, falta de ar e aperto no peito.

Como identificar a presença de asma?
Familiares devem aprender a identificar os primeiros sintomas de asma em seus filhos. Muitas vezes, ou por que a criança é muito pequena ou porque não demonstra muito, os sinais são muito sutis. A primeira modificação que será notada é o aumento do período expiratório, ou exalação do ar. A seguir a frequencia da respiração (número de vezes que a pessoa respira por minuto) aumenta. Outro sinal que aparece a seguir é chiera no peito, que pode ser notada colocando se o ouvido no tórax da criança.
Estes sinais e sintomas são os indicadores de uma urgência e a partir deste momento, após um período de 4 horas de observação e em uso de medicação especifica, se não houver melhora ou a criança piorar, um serviço de urgência deve ser imediatamente visitado.
Como é feito o tratamento da asma?

O tratamento da asma promoverá uma vida normal e ativa. Porém, para isso, será necessário:
- Tomar a medicação apropriada.
- Permanecer longe de coisas que tornem difícil a respiração.

Há dois tipos principais de medicamentos para asma:

- Broncodilatadores: relaxam os músculos das vias aéreas permitindo que o fluxo de ar seja melhor.
- Corticosteróides: ajudam as vias aéreas a incharem menos. Os corticosteróides não podem ser usados para parar as crises, de forma isolada. Os dois tipos de medicamentos que podem ser usados são: bombinha através da qual o medicamento pode ser inspirado pela boca e comprimido ou cápsula.
No tratamento de uma emergência, está indicado o uso dos dois medicamentos e também de medicamentos complementares e de oxigênio, se for necessário.
  • Certifique-se de saber usar a bombinha de maneira adequada:

    - Leia a bula que vem com sua bombinha. A maioria das bombinhas agem melhor se forem seguradas cerca de 2 a 3 centímetros de distância da sua boca quando for aplicar a medicação. Seu médico deverá ensina-lo a usar a bombinha de forma correta.
    - Não feche a boca na bombinha pois menor quantidade de remédio chegará aos pulmões.
    - Borrife e então inspire todo o ar lentamente.
    - Aprenda a perceber quando o refil da bombinha estiver vazio: coloque o refil numa tigela de água, se este afundar, ainda está cheio, mas se flutuar, use outro refil.

    Que cuidados devem ser tomados?

    Aqui estão algumas maneira para manter a casa livre de substâncias, que poderiam tornar a respiração de seu filho mais difícil e tornar sua vida menos saudável:

    Cuidados com a roupa de cama:

    - Forre o colchão e travesseiros com coberturas de plástico com zíperes.
    - Lave as roupas de cama uma vez por semana em água quente.
    - Lave cuidadosamente os travesseiros a seco uma vez por mês.

    Ter um animal de estimação pode não ser uma boa idéia. Mas se tiver, siga cuidadosamente as seguintes instruções:

    - Dê banho todas as semanas.
    - aspire o pó da casa diariamente.

    Cuidados gerais a serem tomados:

    - Evite o mofo e outras coisas que o prejudiquem.
    - Se fizer uso de vaporizador, limpe-o freqüentemente.
    - Não varra a casa, use sempre um pano úmido no lugar.
    - Mantenha a casa ventilada e as janelas abertas.
    - Fique longe de fumaça de cigarro.
    - Tome seus medicamentos exatamente como recomendação médica.
  • Não use substancias de limpeza com cheiro forte, como cera, desinfetantes, etc. Se for necessário seu uso, mantenha seu filho fora de casa até que o cheiro tenha passado.
  • Não use perfumes, talcos, desodorantes em seu filho.
  • O uso de perfumes e talcos em pais que ficam muito tempo com seus filhos, principalmente no colo, podem desencadear as crises. Evite isso.
  • Roupas guardadas por muito tempo, sem arejar, ficam com cheiro de mofo e costuma ter ácaros. Antes de começar o inverno, retire paletós e roupas guardadas, lave-os e seque ao sol.
Procure ajuda médica imediatamente se seu filho:

- Tossir, chiar ou estiver com falta de ar, até mesmo usando o remédio.
- Estiver resfriado ou com outra infecção respiratória.
- Iniciar o uso da bombinha e não apresentar uma melhora satisfatória em 4 horas.

Pé Diabético

O que é o pé diabético ?
O pé diabético é uma das complicações crônicas que atingem os pacientes diabéticos. Acomete os membros inferiores. Entre 5 a 10% dos pacientes diabéticos são portadores de úlceras nos membros inferiores. É também a causa mais comum de internação de pacientes diabéticos.
É problema único ?
Normalmente não. Diabeticos são pacientes que enxergam mal, devido à retinopatia diabética, não percebendo uma lesão grave em um pé ou inchaço de membros inferiores, podendo piorar a situação. Também são pacientes que possuem neuropatia, ou seja, deficiência na sensação de dor e outros, possuem doença arterial associada, têm dificuldade de combate a infecção, podem apresentar deformidades osteoarticulares, e, também doença nos rins e coração. Todos esses fatores agravam o quadro.
O controle da diabetes é importante ?
Sim, ficou comprovado que uma queda nas taxas de hemoglobina glicosilada, e esta é utilizada exatamente para medir o controle da diabetes no paciente.
Quem é o médico especializado no tratamento do pé diabético ?
Por ser um problema muito comum, varios especialistas em diversas áreas estão aptos a seguir um tratamento, porém, o Cirurgião Vascular é o recomendado.
O que se sente?
  • Desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar são freqüentes.
  • Diminuição na sensibilidade de temperatura e dor e áreas de anestesia explicam as lesões
  • Mau cheiro exalado pela gangrena diabética.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pela história clínica (anamnese) e pelo exame físico da lesão por um médico competente. A lesão, quando avançada, geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.
Como é feito o tratamento?
É imprevisível a evolução das lesões nos diabéticos, particularmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico.
O que mais podemos fazer para evitar ?
Todo paciente diabético deve sempre:
  • mesmo um pequeno trauma deve ser avaliado por um médico.
  • informar sempre seu médico que é diabético, principalmente em situações como num pronto socorro.
  • lavar os pés e dedos diariamente e secar cuidadosamente, principalmente entre os dedos. É muito importante secar bem os pés após o banho ou nadar. O uso de talco ou de hidratante deve ser orientado pelo médico.
  • Crie o hábito de examinar os pés diariamente a procura de lesões: cortes, bolhas, calosidades e possiveis areas de infecção. Olhe sempre entre os dedos. Se não conseguir fazer essa insepeção sozinho, peça ajuda de alguem.
  • nunca utilize bolsa de agua quente ou compressas quentes nos pés. Se sentir frio, utilize meias grossas de algodão.
  • evite extremos de temperatura nos pés. Teste a água do banho com as mãos e/ou cotovelos e cuidado com o chão quente no verão: fique atento ao asfalto, areia da praia e calçada.
  • examine seus sapatos todos os dias à procura de objetos que possam ferir, como pedrinhas, pedaços de unha, extremidades ásperas, forro rasgado, palmilha dobrada e outros.
  • mude as meias todos os dias e evite meias remendadas, furadas ou grandes demais. Use as meias do avesso, ou seja, com a costura para fora, e não para dentro.
  • use sapatos confortáveis, de tamanho adequado, e tome cuidado para que não sejam apertados, prestando muita atenção com sapatos novos.
  • não utilize sapatos sem meias. Use meias de boa qualidade e evite as de elástico apertado. Nunca utilize a mesma meia do dia anterior, pois pode haver presença de fungos, capazes de desencadear micoses e doenças da pele.
  • não utilize fita adesiva, esparadrapo ou qualquer outra no pé
  • não use sandálias com tiras entre os dedos.
  • não deixar os pés mergulhados na água.
  • evite andar descalço mesmo dentro de casa e se o fizer, muito cuidado com pedras, parafusos, pregos, vidro, e qualquer peça pequena que possa machucar.
  • não use produtos quimicos para retirar calos, muito menos com objetos cortantes. Procure sempre um médico, ou podólogo especializado e enfatize que é diabético.
  • Corte as unhas com muito cuidado e de modo reto, sem fazer pontas afiadas nos cantos das unhas. Cuidado para não se ferir. Em caso de unha encravada, procure seu médico.
  • não fume
  • procure um médico se achar que há algo errado com seus pés.
  • procure consulta em grupos de atendimento específico para diabéticos, e frequente pelo menos uma vez por ano
  • É melhor prevenir do que remediar.
  • Compre sapatos na parte da tarde, quando os pés estão mais inchados, para não correr o risco de comprar sapatos que irão apertar depois.
Tem cura ?
Na realidade é possivel controlar o problema na maioria das vezes, mas é preciso muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes.


fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?492