Uma onfalocele é considerada uma emergência cirúrgica. As considerações principais são a infecção e o ressecamento dos órgãos. A cavidade abdominal pode ser pequena e incapaz de abrigar a porção externa do intestino. Primeiro, a onfalocele é coberta com um saco de material sintético biocompatível, suturando-se o saco nas bordas da imperfeição abdominal, e lentamente fazendo-se diminuir o volume do saco sintético que cobre a onfalocele. Isso faz com que o abdome se estique. Quando a onfalocele couber perfeitamente dentro da cavidade abdominal, remove-se o material sintético e fecha-se o abdome.
Expectativas (prognóstico):
Espera-se uma recuperação total. Com freqüência, a onfalocele pode estar associada a outros defeitos congênitos e o prognóstico, então, vai depender dessas condições.
Complicações:
infecção intestinal
morte do tecido intestinal devido ao ressecamento e ao trauma do intestino desprotegido
Solicitação de assistência médica:
Este problema é diagnosticado e corrigido no hospital, ao nascimento. Ao retornar para casa, solicite assistência médica se o bebê apresentar alguns desses sintomas:
problemas para se alimentar
vômitos (o cuspe do bebê não é normal)
vômitos verdes ou verde-amarelados
abdome distendido
diminuição das evacuações
febre
alterações preocupantes do comportamento
Blog criado para que pessoas possam acessá-lo para retirar artigos científicos e serem estudados!! Espero poder contribuir!
domingo, 21 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
ASMA!
A asma é uma doença de causa alérgica, que leva a uma constrição de brônquios e bronquíolos, de ambos pulmões, ocasionando uma dificuldade de respirar que, se não tratada com medicamentos apropriados, vai se agravando progressivamente, levando o paciente a um estado de exaustão, falta de oxigenação e morte.
A asma causa chieira, tosse e diminuição do tempo respiratório. É mais comum em crianças do que em adultos. Pessoas que tiveram asma na infância podem não apresentá-la quando adultos ou podem voltar a apresentar os sintomas numa idade mais avançada, raramente podem até apresentarem asma pela primeira vez neste período de vida.
Quais são os sintomas?
Os sintomas podem começar por tosse ou chieira:
- Ao praticar exercícios;
- Ao inspirar algo que cause alergia como pó, pólen, mofo, ou pêlo de animal;
- Ao inspirar algo que irrite os pulmões, como ar frio, vírus, e fumaça de tabaco. Quando a tosse e a chieira acontecem, ocorre um ataque de asma que pode durar alguns minutos ou dias podendo ser leve, moderado ou grave, havendo a possibilidade de acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Pode ser fatal, por isso o diagnóstico e o tratamento da asma devem ser precoces, levando assim a uma vida saudável e ativa.
Como a asma acontece?
Se tiver asma, as vias aéreas dos seus pulmões sempre estarão um pouco inchadas. Ao exercitar-se ou inspirar algo que cause alergia ou irritação aos pulmões as vias aéreas tornam-se mais inchados e começam a produzir mais muco do que necessário, ocasionando maior compressão muscular na área. Assim as vias aéreas ficam mais estreitas, dificultando a entrada e a saída de ar, resultando em: tosse, falta de ar e aperto no peito.
Como identificar a presença de asma?
Quais são os sintomas?
Os sintomas podem começar por tosse ou chieira:
- Ao praticar exercícios;
- Ao inspirar algo que cause alergia como pó, pólen, mofo, ou pêlo de animal;
- Ao inspirar algo que irrite os pulmões, como ar frio, vírus, e fumaça de tabaco. Quando a tosse e a chieira acontecem, ocorre um ataque de asma que pode durar alguns minutos ou dias podendo ser leve, moderado ou grave, havendo a possibilidade de acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora. Pode ser fatal, por isso o diagnóstico e o tratamento da asma devem ser precoces, levando assim a uma vida saudável e ativa.
Como a asma acontece?
Se tiver asma, as vias aéreas dos seus pulmões sempre estarão um pouco inchadas. Ao exercitar-se ou inspirar algo que cause alergia ou irritação aos pulmões as vias aéreas tornam-se mais inchados e começam a produzir mais muco do que necessário, ocasionando maior compressão muscular na área. Assim as vias aéreas ficam mais estreitas, dificultando a entrada e a saída de ar, resultando em: tosse, falta de ar e aperto no peito.
Como identificar a presença de asma?
Familiares devem aprender a identificar os primeiros sintomas de asma em seus filhos. Muitas vezes, ou por que a criança é muito pequena ou porque não demonstra muito, os sinais são muito sutis. A primeira modificação que será notada é o aumento do período expiratório, ou exalação do ar. A seguir a frequencia da respiração (número de vezes que a pessoa respira por minuto) aumenta. Outro sinal que aparece a seguir é chiera no peito, que pode ser notada colocando se o ouvido no tórax da criança.
Estes sinais e sintomas são os indicadores de uma urgência e a partir deste momento, após um período de 4 horas de observação e em uso de medicação especifica, se não houver melhora ou a criança piorar, um serviço de urgência deve ser imediatamente visitado.
Como é feito o tratamento da asma?
O tratamento da asma promoverá uma vida normal e ativa. Porém, para isso, será necessário:
- Tomar a medicação apropriada.
- Permanecer longe de coisas que tornem difícil a respiração.
Há dois tipos principais de medicamentos para asma:
- Broncodilatadores: relaxam os músculos das vias aéreas permitindo que o fluxo de ar seja melhor.
- Corticosteróides: ajudam as vias aéreas a incharem menos. Os corticosteróides não podem ser usados para parar as crises, de forma isolada. Os dois tipos de medicamentos que podem ser usados são: bombinha através da qual o medicamento pode ser inspirado pela boca e comprimido ou cápsula.
O tratamento da asma promoverá uma vida normal e ativa. Porém, para isso, será necessário:
- Tomar a medicação apropriada.
- Permanecer longe de coisas que tornem difícil a respiração.
Há dois tipos principais de medicamentos para asma:
- Broncodilatadores: relaxam os músculos das vias aéreas permitindo que o fluxo de ar seja melhor.
- Corticosteróides: ajudam as vias aéreas a incharem menos. Os corticosteróides não podem ser usados para parar as crises, de forma isolada. Os dois tipos de medicamentos que podem ser usados são: bombinha através da qual o medicamento pode ser inspirado pela boca e comprimido ou cápsula.
No tratamento de uma emergência, está indicado o uso dos dois medicamentos e também de medicamentos complementares e de oxigênio, se for necessário.
- Certifique-se de saber usar a bombinha de maneira adequada:
- Leia a bula que vem com sua bombinha. A maioria das bombinhas agem melhor se forem seguradas cerca de 2 a 3 centímetros de distância da sua boca quando for aplicar a medicação. Seu médico deverá ensina-lo a usar a bombinha de forma correta.
- Não feche a boca na bombinha pois menor quantidade de remédio chegará aos pulmões.
- Borrife e então inspire todo o ar lentamente.
- Aprenda a perceber quando o refil da bombinha estiver vazio: coloque o refil numa tigela de água, se este afundar, ainda está cheio, mas se flutuar, use outro refil.
Que cuidados devem ser tomados?
Aqui estão algumas maneira para manter a casa livre de substâncias, que poderiam tornar a respiração de seu filho mais difícil e tornar sua vida menos saudável:
Cuidados com a roupa de cama:
- Forre o colchão e travesseiros com coberturas de plástico com zíperes.
- Lave as roupas de cama uma vez por semana em água quente.
- Lave cuidadosamente os travesseiros a seco uma vez por mês.
Ter um animal de estimação pode não ser uma boa idéia. Mas se tiver, siga cuidadosamente as seguintes instruções:
- Dê banho todas as semanas.
- aspire o pó da casa diariamente.
Cuidados gerais a serem tomados:
- Evite o mofo e outras coisas que o prejudiquem.
- Se fizer uso de vaporizador, limpe-o freqüentemente.
- Não varra a casa, use sempre um pano úmido no lugar.
- Mantenha a casa ventilada e as janelas abertas.
- Fique longe de fumaça de cigarro.
- Tome seus medicamentos exatamente como recomendação médica. - Não use substancias de limpeza com cheiro forte, como cera, desinfetantes, etc. Se for necessário seu uso, mantenha seu filho fora de casa até que o cheiro tenha passado.
- Não use perfumes, talcos, desodorantes em seu filho.
- O uso de perfumes e talcos em pais que ficam muito tempo com seus filhos, principalmente no colo, podem desencadear as crises. Evite isso.
- Roupas guardadas por muito tempo, sem arejar, ficam com cheiro de mofo e costuma ter ácaros. Antes de começar o inverno, retire paletós e roupas guardadas, lave-os e seque ao sol.
Procure ajuda médica imediatamente se seu filho:
- Tossir, chiar ou estiver com falta de ar, até mesmo usando o remédio.
- Estiver resfriado ou com outra infecção respiratória.
- Iniciar o uso da bombinha e não apresentar uma melhora satisfatória em 4 horas.
- Tossir, chiar ou estiver com falta de ar, até mesmo usando o remédio.
- Estiver resfriado ou com outra infecção respiratória.
- Iniciar o uso da bombinha e não apresentar uma melhora satisfatória em 4 horas.
Pé Diabético
O que é o pé diabético ?
O pé diabético é uma das complicações crônicas que atingem os pacientes diabéticos. Acomete os membros inferiores. Entre 5 a 10% dos pacientes diabéticos são portadores de úlceras nos membros inferiores. É também a causa mais comum de internação de pacientes diabéticos.
É problema único ?
Normalmente não. Diabeticos são pacientes que enxergam mal, devido à retinopatia diabética, não percebendo uma lesão grave em um pé ou inchaço de membros inferiores, podendo piorar a situação. Também são pacientes que possuem neuropatia, ou seja, deficiência na sensação de dor e outros, possuem doença arterial associada, têm dificuldade de combate a infecção, podem apresentar deformidades osteoarticulares, e, também doença nos rins e coração. Todos esses fatores agravam o quadro.
O controle da diabetes é importante ?
Sim, ficou comprovado que uma queda nas taxas de hemoglobina glicosilada, e esta é utilizada exatamente para medir o controle da diabetes no paciente.
Quem é o médico especializado no tratamento do pé diabético ?
Por ser um problema muito comum, varios especialistas em diversas áreas estão aptos a seguir um tratamento, porém, o Cirurgião Vascular é o recomendado.
O que se sente?
O diagnóstico é feito pela história clínica (anamnese) e pelo exame físico da lesão por um médico competente. A lesão, quando avançada, geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.
Como é feito o tratamento?
É imprevisível a evolução das lesões nos diabéticos, particularmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico.
O que mais podemos fazer para evitar ?
Todo paciente diabético deve sempre:
Na realidade é possivel controlar o problema na maioria das vezes, mas é preciso muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes.
fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?492
O pé diabético é uma das complicações crônicas que atingem os pacientes diabéticos. Acomete os membros inferiores. Entre 5 a 10% dos pacientes diabéticos são portadores de úlceras nos membros inferiores. É também a causa mais comum de internação de pacientes diabéticos.
É problema único ?
Normalmente não. Diabeticos são pacientes que enxergam mal, devido à retinopatia diabética, não percebendo uma lesão grave em um pé ou inchaço de membros inferiores, podendo piorar a situação. Também são pacientes que possuem neuropatia, ou seja, deficiência na sensação de dor e outros, possuem doença arterial associada, têm dificuldade de combate a infecção, podem apresentar deformidades osteoarticulares, e, também doença nos rins e coração. Todos esses fatores agravam o quadro.
O controle da diabetes é importante ?
Sim, ficou comprovado que uma queda nas taxas de hemoglobina glicosilada, e esta é utilizada exatamente para medir o controle da diabetes no paciente.
Quem é o médico especializado no tratamento do pé diabético ?
Por ser um problema muito comum, varios especialistas em diversas áreas estão aptos a seguir um tratamento, porém, o Cirurgião Vascular é o recomendado.
O que se sente?
- Desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar são freqüentes.
- Diminuição na sensibilidade de temperatura e dor e áreas de anestesia explicam as lesões
- Mau cheiro exalado pela gangrena diabética.
O diagnóstico é feito pela história clínica (anamnese) e pelo exame físico da lesão por um médico competente. A lesão, quando avançada, geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.
Como é feito o tratamento?
É imprevisível a evolução das lesões nos diabéticos, particularmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico.
O que mais podemos fazer para evitar ?
Todo paciente diabético deve sempre:
- mesmo um pequeno trauma deve ser avaliado por um médico.
- informar sempre seu médico que é diabético, principalmente em situações como num pronto socorro.
- lavar os pés e dedos diariamente e secar cuidadosamente, principalmente entre os dedos. É muito importante secar bem os pés após o banho ou nadar. O uso de talco ou de hidratante deve ser orientado pelo médico.
- Crie o hábito de examinar os pés diariamente a procura de lesões: cortes, bolhas, calosidades e possiveis areas de infecção. Olhe sempre entre os dedos. Se não conseguir fazer essa insepeção sozinho, peça ajuda de alguem.
- nunca utilize bolsa de agua quente ou compressas quentes nos pés. Se sentir frio, utilize meias grossas de algodão.
- evite extremos de temperatura nos pés. Teste a água do banho com as mãos e/ou cotovelos e cuidado com o chão quente no verão: fique atento ao asfalto, areia da praia e calçada.
- examine seus sapatos todos os dias à procura de objetos que possam ferir, como pedrinhas, pedaços de unha, extremidades ásperas, forro rasgado, palmilha dobrada e outros.
- mude as meias todos os dias e evite meias remendadas, furadas ou grandes demais. Use as meias do avesso, ou seja, com a costura para fora, e não para dentro.
- use sapatos confortáveis, de tamanho adequado, e tome cuidado para que não sejam apertados, prestando muita atenção com sapatos novos.
- não utilize sapatos sem meias. Use meias de boa qualidade e evite as de elástico apertado. Nunca utilize a mesma meia do dia anterior, pois pode haver presença de fungos, capazes de desencadear micoses e doenças da pele.
- não utilize fita adesiva, esparadrapo ou qualquer outra no pé
- não use sandálias com tiras entre os dedos.
- não deixar os pés mergulhados na água.
- evite andar descalço mesmo dentro de casa e se o fizer, muito cuidado com pedras, parafusos, pregos, vidro, e qualquer peça pequena que possa machucar.
- não use produtos quimicos para retirar calos, muito menos com objetos cortantes. Procure sempre um médico, ou podólogo especializado e enfatize que é diabético.
- Corte as unhas com muito cuidado e de modo reto, sem fazer pontas afiadas nos cantos das unhas. Cuidado para não se ferir. Em caso de unha encravada, procure seu médico.
- não fume
- procure um médico se achar que há algo errado com seus pés.
- procure consulta em grupos de atendimento específico para diabéticos, e frequente pelo menos uma vez por ano
- É melhor prevenir do que remediar.
- Compre sapatos na parte da tarde, quando os pés estão mais inchados, para não correr o risco de comprar sapatos que irão apertar depois.
Na realidade é possivel controlar o problema na maioria das vezes, mas é preciso muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes.
fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?492
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Pneumonia
O que é pneumonia?
A pneumonia é uma infecção dos pulmões na qual a criança pode ter:
- Problemas para respirar;
- Respiração rápida e dolorosa;
- Tosse;
- Febre;
- Calafrios.
O médico pode pedir uma radiografia do peito da criança.
A pneumonia não é contagiosa.
Como posso cuidar do meu filho?
- Dar o antibiótico previamente prescrito para tratar da infecção.
- Dar medicamento contra febre e dor no peito, que pode ser acetaminofen (Tylenol) ou Ibuprofeno (Advil) a cada 4 ou 6 horas. Não dê aspirina.
- Dar líquidos mornos para a tosse. A criança tosse porque tem muco espesso e pegajoso. Os líquidos mornos ajudam a soltar o muco. Dar limonada, suco de maçã ou chá mornos. Não dar medicamento para a tosse. A criança precisa expelir o muco dos pulmões. Isto fará com que ele se sinta melhor.
- Mantenha úmido o ar do quarto de seu filho. Utilize um umidificador de ar.
- Não fume perto da criança. O fumo piora a tosse aumenta sua permanência.
Procure imediatamente um médico se:
- A criança tiver problemas para respirar.
- A doença agravar.
- A criança ainda tiver febre dois dias após começar a tomar o remédio.
- A tosse durar mais de três dias.
- Você tiver outras perguntas e preocupações.
A pneumonia é uma infecção dos pulmões na qual a criança pode ter:
- Problemas para respirar;
- Respiração rápida e dolorosa;
- Tosse;
- Febre;
- Calafrios.
O médico pode pedir uma radiografia do peito da criança.
A pneumonia não é contagiosa.
Como posso cuidar do meu filho?
- Dar o antibiótico previamente prescrito para tratar da infecção.
- Dar medicamento contra febre e dor no peito, que pode ser acetaminofen (Tylenol) ou Ibuprofeno (Advil) a cada 4 ou 6 horas. Não dê aspirina.
- Dar líquidos mornos para a tosse. A criança tosse porque tem muco espesso e pegajoso. Os líquidos mornos ajudam a soltar o muco. Dar limonada, suco de maçã ou chá mornos. Não dar medicamento para a tosse. A criança precisa expelir o muco dos pulmões. Isto fará com que ele se sinta melhor.
- Mantenha úmido o ar do quarto de seu filho. Utilize um umidificador de ar.
- Não fume perto da criança. O fumo piora a tosse aumenta sua permanência.
Procure imediatamente um médico se:
- A criança tiver problemas para respirar.
- A doença agravar.
- A criança ainda tiver febre dois dias após começar a tomar o remédio.
- A tosse durar mais de três dias.
- Você tiver outras perguntas e preocupações.
Fibrose Cística
A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autossómica (não ligada ao cromossoma x) recessiva (que são necessários para se manifestar mutações nos 2 cromossomas do par afectado) causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas, nomeadamente as glândulas exócrinas (glândulas produtoras de muco).
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares.
A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões.
É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.
A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação.
Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.
Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/252/fibrose-cistica
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares.
A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões.
É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.
A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação.
Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.
Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/252/fibrose-cistica
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Trombose
Uma "epidemia" silenciosa varre os hospitais brasileiros. Os números ainda não são precisos, mas a estimativa é de que até 40% dos pacientes internados para cirurgias mais complexas acabem desenvolvendo a trombose.
O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção.
Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose.
Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção.
De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg.
"O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica.
A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior.
Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos.
Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas.
Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais.
A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano.
"A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos".
É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente.
Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes.
* Os Perigos
O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida.
A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local.
* Os Fatores de Riscos
Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose:
Idade acima de 40 anos
* Obesidade
* Varizes grandes
* História anterior de trombose
* Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal
* Cigarro
* Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação
* ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença
* Cirurgias de médio e grande portes
* Infecções e doenças graves
* Traumatismos
* Gravidez e pós-parto
* Imobilização prolongada
* Sinais de Alerta
As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns:
* Dor intensa
* Inchaço nas pernas
* Vermelhidão e calor no local
* Endurecimento da musculatura da perna
* Formação de nódulos dolorosos nas varizes
* Cuide-se
O que os médicos recomendam:
# Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local.
# Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos.
# No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital.
O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção.
Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose.
Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção.
De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg.
"O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica.
A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior.
Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos.
Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas.
Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais.
A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano.
"A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos".
É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente.
Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes.
* Os Perigos
O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida.
A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local.
* Os Fatores de Riscos
Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose:
Idade acima de 40 anos
* Obesidade
* Varizes grandes
* História anterior de trombose
* Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal
* Cigarro
* Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação
* ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença
* Cirurgias de médio e grande portes
* Infecções e doenças graves
* Traumatismos
* Gravidez e pós-parto
* Imobilização prolongada
* Sinais de Alerta
As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns:
* Dor intensa
* Inchaço nas pernas
* Vermelhidão e calor no local
* Endurecimento da musculatura da perna
* Formação de nódulos dolorosos nas varizes
* Cuide-se
O que os médicos recomendam:
# Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local.
# Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos.
# No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital.
Cicatrização de Feridas
De um modo geral as feridas podem ser agudas, ou seja, o processo de cicatrização ocorre de forma ordenada com resultado anatômico e funcional satisfatório; ou crônicas, onde o processo inflamatório esta estacionada, e vemos como exemplo as úlceras.
Quanto ao mecanismo de cicatrização as feridas são classificadas em fechamento por primeira intenção, por segunda intenção ou espontâneo e por terceira intenção.
FASE INFLAMATÓRIA
Esta fase compreende os processos de hemostasia e resposta inflamatória aguda, limitando a extensão da lesão tecidual.
A lesão do endotélio estimula a ação plaquetária, que liberam citocinas para o reparo tecidual e ativam a cascata de coagulação para formação de fibrina, que envolve e estabiliza o tampão plaquetário.
Após a hemostasia ser atingida com a formação de trombo, ocorre a migração de polimorfonucleares (PMN), que tem a função de limpeza dos tecidos e fagocitose de bactérias. Quanto maior for o numero de PMN, maior será a produção de citocinas e substâncias citotóxicas.
Os monócitos circulantes também são recrutados, e no sitio da ferida diferenciam-se em macrófagos. E o linfócito é outro tipo celular encontrado, principalmente nas feridas com contaminação bacteriana, com corpos estranhos e com grande quantidade de tecido desvitalizado. Normalmente é o macrófago que processa antígenos e os apresenta para os linfócitos.
FASE PROLIFERATIVA
Segue-se com a proliferação de fibroblastos na ferida, geralmente derivada de células do tecido conjuntivo, dando início a fibroplasia. Observamos mais de 13 tipos de fibras de colágeno, sendo os principais:
TIPO LOCALIZACAO
I Todos os tecidos, exceto cartilagem e membrana basal.
II Cartilagem, humor vítreo e disco intervertebral.
III Pele, vasos e vísceras.
IV Membrana basal
Simultaneamente a fibroplasia, ocorre a formação de tecido de granulação através da proliferação de células endoteliais, angiogenêse e infiltração densa de macrófagos. Os gicosaminoglicans (acido hialurônico e fobronectina) favorecem a interação entre as citocinas e células-alvo na matriz extracelular.
Na periferia das feridas observamos a ativação de queratinócitos, que representa e epitelização.
FASE DE MATURAÇÃO
O processo de remodelamento da ferida implica no equilíbrio entre a síntese e a degradação de colágeno, redução da vascularização e da infiltração de células inflamatórias, ate que se atinja a maturação.
A contração da ferida é um dos principais fenômenos desta fase, impulsionada pela ação de miofibroblastos, que são fibroblastos do tecido de granulação, diferenciados, e com estrutura actina-miosina. Nos casos de queimaduras e traumas extensos, a contração é um inimigo, porque leva a deformidade estética e funcional, e denominamos de contratura.
PRINCIPAIS CITOCINAS ENVOLVIDAS NA CICATRIZAÇÃO
CITOCINA CÉLULA PRODUTORA AÇÕES
PDGF fator de crescim derivado de plaquetas Plaquetas, macrófagos e células epiteliais Regulação da fase inflamatória da síntese de matriz extrac
TGF-B fator de crescimento beta de transformação Plaquetas, linfócitos, macrófagos, e células endoteliais, fibroblastos e células musc lisas. Presente em todas as fases. Estimula a síntese de colágeno e matriz extrac, proliferação de fibroblastos e cel endoteliais
FGF fator de crescimento de fibroblastos Macrófagos e células endoteliais Induzem a angiogênese
EGF fator de crescimento da epiderme Queratinócitos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos e fibroblastos
KGF fator de crescimento de queratinócitos Fibroblastos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos
IGF-1 fator de crescim insulina-símile Vários tipos celulares Induzem a síntese de colágeno e matriz extracelular, alem de facilitar a prolif de fibroblastos
Todo o processo de cicatrização pode sofrer alterações quando certos fatores estão presentes. Dentre eles temos a desnutrição, infecção, perfusão tecidual inadequada (volemia, quantidade de hemoglobina e/ou conteúdo de oxigênio sanguíneo deficientes), paciente portador de diabetes, obeso ou em uso de glicocorticóides, quimioterápicos e radioterapia.
Fonte:SABISTON - Tratado de Patologia Cirúgica
Apostila do Medcurso - Cirurgia
domingo, 19 de setembro de 2010
Edema
O edema é um acúmulo anormal de líquidos no espaço intersticial (espaço localizado entre os vasos e as células dos tecidos).Os principais mecanismos causadores do edema são o aumento da pressão dentro dos vasos (pressão hidrostática) e a diminuição da concentração de proteínas no sangue (pressão oncótica).Ambos facilitam a passagem de líquidos dos vasos para o espaço intersticial.
Causas:
- Insuficiência cardíaca.
- Erisipela.
- Insuficiência venosa crônica , trombose venosa profunda aguda e linfedema.
- Doenças renais.
- Hipoproteinemia (baixa concentração de proteínas no sangue.Exemplos: desnutrição e perda de proteínas pelos rins , como na síndrome nefrótica).
- Cirrose hepática .
- Hipotireoidismo .
- Medicamentos.
- Alergia.
- Edema cíclico idiopático (mulheres).
Características clíncas nos diversos quadros de edema:
- A insuficiência cardíaca, a doença renal , a doença hepática e a hipoproteinemia (diminuição dos níveis de proteínas no sangue) , podem causar edema e para maior dificuldade no diagnóstico, podem inclusive coexistir dentro do mesmo quadro clínico (exemplo: caquexia cardíaca é uma insuficiência cardíaca grave e terminal, associada a desnutrição com queda de proteínas no sangue).
Antes de ser notado, o edema é precedido por um ganho de peso de 3 até 5 Kg. Por isso , é fundamental que os pacientes com insuficiência cardíaca se pesem diariamente pela manhã , visando monitorar a retenção de líquidos. O edema cardíaco costuma iniciar nos tornozelos e no final da tarde (edema maleolar vespertino).Com a evolução do quadro , tornar-se ascendente em direção às pernas , coxas e região genital. Em pacientes acamados , pode ser mais pronunciado na região sacral. Costuma ser bilateral . Pode ainda ocorrer a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).
Antecedentes de doença cardíaca e a presença de dispnéia, costumam estar presentes . O edema de origem cardíaca é normalmente simétrico - afeta as duas pernas- e progride desde os tornozelos até as pernas e coxas , podendo atingir a região genital e a parede do abdôme.A dispnéia geralmente precede o edema e a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).
- A erisipela é uma infecção bacteriana do tecido das pernas que fica imediatamente abaixo da pele (tecido subcutâneo).O edema da erisipela costuma ser unilateral , sendo acompanhado por calor , vermelhidão local , febre e outros sintomas de uma infecção , como mal estar e dores no corpo.
- A insuficiência venosa costuma causar edema mais intenso em uma perna , acumulando o líquido ao longo do dia, e melhorando com a elevação das pernas. É comum a presença de varizes visíveis nas pernas e outros sinais de insuficiência venosa, com úlceras varicosas e o escurecimento da pele das pernas (dermatite ocre). A trombose venosa profunda aguda costuma acometer mais uma perna (edema unilateral) e ser acompanhada por calor e vermelhidão local.Pode haver um endurecimento das panturrilhas. Geralmente há um fator predisponente para à trombose venosa , como trauma , imobilização prolongada (exemplo: pós-operatório de cirurgia ortopédica) , insuficiência cardíaca , obesidade , uso de anticoncepcional , doença maligna (cancêr) , entre outras. É uma situação potencialmente grave, pois poderá complicar-se com um tromboembolismio pulmonar (embolia pulmonar).O linfedema costuma causar edema , muitas vezes bilateral , cuja característica principal é ser endurecido, tendo pouca ou nenhuma melhora com à elevação dos membros inferiores . Antecedentes de erisipela de repetição podem ser relatados.
- O edema pode ser generalizado (anasarca), podendo ocorrer desta forma na síndrome nefrótica (perda de proteínas através dos rins) , cirrose hepática e insuficiência cardíaca severa . No edema hepático a ascite precede o edema de membro inferior (ao contário do quadro de insuficiênia cardíaca) e geralmente não há dispnéia (falta de ar), a não ser que haja restrição respiratória pela ascite volumosa. O edema renal pode acometer a face, sendo acompanhado de disfunção renal e suas alterações laboratoriais (aumento dos níveis de uréia e creatinina), além dos sintomas de uremia (fraqueza , náuseas , emagrecimento , prurido e anemia). A principal causa de insuficiência renal no Brasil é a associação de hipertensão arterial e diabete melito. O edema que acomete a face e envolta dos olhos, sugere síndrome nefrótica, gromerulonefrites , hipoproteinemia (falta de proteínas no sangue por perda urinária , desnutrição ou menor produção de proteínas pelo fígado , como na cirrose hepática). O edema angioneurótico (alérgico) e o mixedema (hipotireoidismo severo) , também podem edemaciar a face.
- Diversos medicamentos cardiovasculares podem causar edema (geralmente no tornozelo e nas pernas), devendo ser pesquisados na história clínica. Entre os medicamentos cardiovasculares causadores de edema , merecem destaque os diidroperidínicos (anlodipino , felodipino , nifedipino, etc.), além de outros bloquadores dos canáis de cálcio (diltiazem e verapamil) e a hidralazina (vasodilatador arterial direto).
- O edema cíclico idiopático nas mulheres apresenta um influência hormonal (ciclo menstrual). Não há outras causas que possam justificar esse edema, que afeta mais os tornozelos , pernas e mãos.
Investigação do edema:
A base para o diagnóstico correto da causa do edema é o exame clínico (história clínica e exame físico). Vários exames complementares podem ser solicitados para a investigação, como: exames de sangue (exemplo: dosagem de proteínas no sangue , dosagem de uréia e creatinina para avaliar a função renal , dosagem de sódio , provas de função hepática e da tireóde, etc.) , eletrocardiograma , ecocardiograma (útil para o diagnóstico de insuficiência cardíaca ) , ecografia do abdômem (confirma o diagnóstico de ascite e avalia o estado do fígado e dos rins) , ecodoppler do sistema venoso dos membros inferiores (é útil para o diagnóstico de insuficiência venosa , trombose venosa profunda aguda e linfedema) e outros.
INFLAMAÇÃO
Conjunto de fenômenos bioquímicos, morfológicos e fisiológicos, sucessivos, ativos e complexos, pelos quais se exterioriza a reação vascular e tissular dos tecidos vivos a qualquer agressão.Outros adjetivos cabíveis: local, inespecífica e mesenquimal.
Endógenas: as derivadas de degenerações ou necroses tissulares e as derivadas de alterações na resposta imunológica (por imunocomplexo ou autoimune).
Exógenas:
Calor: Perceptível nas superfícies corporais. Decorre da hiperemia e do aumento do metabolismo local;
Rubor: Hiperemia /Reflexo axônico (diminuição de impulsos vasoconstrictores);
"Tumor": Decorre do aumento da permeabilidade vascular (edema). Pode determinar aumento do volume hídrico local em até 5 ou 7 vezes.
Dor: Causada pela irritação química nas terminações nervosas e pela compressão mecânica (edema). Para o tratamento é utilizado anti-inflamatórios não-esteroidais ou esteroidais!
Tudo que possa agredir o organismo pode ser considerado como eventual agente etiológico da inflamação, vez que esta é uma resposta orgânica à qualquer agressão.
Bogliolo & Lima Pereira (1978) classificaram em causas:
- Agentes Físicos: Calor e frio; eletricidade; radiações; sons e ultra-sons; magnetismo; gravidade; traumas mecânicos e atritos;
- Agentes Químicos:
- Inorgânicos: Cáusticos, metais pesados, ácidos e álcalis fortes, etc..
- Orgânicos: Exo e endotoxinas bacterianas, micotoxinas, venenos vegetais e animais.
- Agentes Biológicos:
- Infecciosos: Vírus, bactérias, micoplasmas, fungos e protozoários.
- Parasitários: Helmintos e artrópodes.
Observação: É muito importante considerarmos a inter-relação "Agente Agressivo - Contato Agente Tecido - Tecido" na caracterização da gravidade da agressão e da intensidade da inflamação. Assim, um agente pouco patogênico, em contato único e ligeiro com um tecido saudável pode determinar tão somente uma agressão leve com reação inflamatória de curta duração (aguda) e de pequena intensidade. Por outro lado, um agente muito resistente e patogênico, em contatos repetidos e persistentes, mesmo em tecidos saudáveis, irá determinar uma agressão mais grave com reação inflamatória de longa duração (crônica) e de maior intensidade.
São os 4 sinais cardeais, descobertos por Cornelius Celsus, e redescobertos em 1443 pelo Papa Nicolas V.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
OSTEOPOROSE...
A osteoporose é a diminuição da massa óssea. Apesar do osso ser um tecido vivo que se renova permanentemente durante toda a vida, se a pessoa tiver pouca atividade física ou ingerir pouco cálcio durante as primeiras décadas de sua vida, tem o risco de desenvolver osteoporose aumentado.
Durante as primeiras décadas de vida, predomina a formação óssea e por último a atividade de reabsorção óssea, de tal forma que a massa óssea começa a declinar vagarosamente a partir dos cinqüenta anos de idade para a maioria das pessoas.
Com o passar dos anos, todos os ossos do nosso corpo são totalmente renovados e o cálcio é fundamental para o crescimento dos ossos e dentes,. Todos os dias o nosso organismo recebe cálcio dos alimentos ingeridos e perde cálcio através da urina.
Se sai mais cálcio do que entra, o organismo retira cálcio dos ossos, para poder manter o nível de cálcio circulando no sangue. Com a diminuição da massa óssea, mesmo em níveis que podem ser caracterizados como osteoporose, nem sempre acarreta problemas ou limita as atividades da pessoa. A osteoporose quase nunca dói, e quando acontece de doeré porque houve fratura ou uma patologia associada chamada de síndrome dolorosa miofascial ou a osteoartrose, comuns na idade mais avançada.
Uma das conseqüências do envelhecimento é a perda gradual da massa óssea, que se torna mais frágil e as vezes diminui de tamanho. Por isso que algumas pessoas, quando se tornam idosas, diminuem de tamanho.
A osteoporose somente passa a preocupar quando começam os riscos de fraturas. As mais comuns são as fraturas de punho, úmero (osso do braço que vai do ombro ao cotovelo), vértebras, costelas e, principalmente, a do colo do fêmur (osso único da coxa).
As fraturas acabam complicando a saúde do idoso, metade das pessoas com fraturas de fêmur passam a ter limitações e até mesmo dificuldade de locomoção. Cerca de 40% dessas pessoas apresentam complicações circulatórias, troboembólicas, infecções respiratórias e desencadeamento do diabetes, que podem resultar na morte.
A falta de prevenção da ostoporose deverá resultar em algum tipo de fratura para metade das mulheres ao redor dos 70 anos e para duas em cadatrês mulheres aos 80 anos de idade. As medidas preventivas compreendem a ingestão de quantidade adequada de cálcio, o exercício físico, a correção do hipoestrogenismo e o controle dos fatores que favorecem as fraturas.
Os fatores de risco são:
- história familiar de fratura;
- fumo;
- mais de duas doses de bebida alcoólica por dia;
- baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
- sedentarismo;
- idade avançada;
- uso contínuo de certos medicamentos como: corticoesteróides, anticonvuldivantes,ou metotrexate;
- ingestão inadequada de cálcio;
- ser da raça branca ou asiática.
Existem dois tipos de riscos para o desenvolvimento da osteoporose: o primeiro são aqueles não possíveis de correção e atinge pessoas que tem predisposição genética, como de baixo peso e estatura que têm a ossatura delicada; pertencer à raça branca ou asiática; e ter parentes próximos com o problema. A menopausa também é outro fator de risco não possível de correção.
Porém, existem casos em que se pode corrigir o problema e está diretamente ligado ao estilo de vida, como o fumo e a bebida, a falta de exercíciofísico, a alimentação que pode ser modificada e a terapia de reposição hormonal nas mulheres que têm baixa de estrógeno.
Quando a mulher se aproxima dos cinqüenta anos a produção de estrógeno diminui e a ovolução é interrompida. Com isso a mulher para de menstruar e algumas sentem dores de cabeça, dores pelo corpo, fadiga, ondas de calor, sudorese, secura vaginal, insônia, alteração do humor e aumenta a incidência de doenças coronarianas. Mas todas as mulheres tem perda de massa óssea em decorrência da queda dos níveis de estrógeno.
Uma das soluções para esses casos é a reposição hormonal, que protege contra as doenças coronarianas, reduz o risco de câncer uterino e é a melhor forma de interromper a perda de massa óssea e prevenir a osteoporose da pós-menopausa. Mulheres que tiveram câncer de seio ou que tenham enxaqueca, diabetes ou asma podem ter problemas com reposição hormonal. Nem sempre a menopausa requer o uso de drogas.
O exame que pode ser feito para medir o nível de perda da massa óssea é chamado de densitometria óssea e é indicado para as pessoas que apresentam pelo menos dois fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Nestes casos, a determinação da massa óssea é importante para auxiliar o tratamento.
Para prevenir a osteoporose é preciso fazer uma prevenção na adolescência principalmente, para as mulheres. A quantidade de massa óssea que conseguimos juntar na adolescência fará com que no envelhecimento tenhamos maior resistência contra fraturas, por isso, é fundamental que a jovem seja orientada para uma dieta rica em cálcio, como também para atividades físicas regulares.
Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana. O melhor é caminhar, correr dançar, jogar tênis, ou praticar esporte coletivo como futebol, voleibol, basquetebol. Para pessoas mais idosas o indicado é caminhar aproximadamente 40 minutos de preferência todos os dias, respeitando sempre os limites de cada um e o conselho do seu médico.
Outro fator que auxilia no tratamento e na prevenção é a ingestão de alimentos com grandes quantidades de cálcio. Algumas das melhores fontes de cálcio são o leite e seus derivados, porém recomenda-se consumo moderado de laticínios devido a sua grande quantidade de gordura. Deve-se dar preferência aos desnatados que possuem o mesmo teor de cálcio dos integrais. Veja abaixo alguns alimentos e suas quantidadesde cálcio:
CALCIFICAÇÃO
Os problemas comuns de coluna, geralmente são corrigíveis, e causados por má postura ou por genética, ou com causas idiopáticas, mas quando se tornam graves e geram calcificações, podem ter origem metabólica.
Ocorreu um caso no ES em 1998, e estudos de patologias mostraram que muitas pessoas possuem problemas de glândulas e hormonais e não sabem. Quando atentam para o problema, já estão em fase de cirurgias ou de calcificações que limitam seus movimentos, até ficarem em cadeiras de rodas.
Geralmente ocorrem em pessoas com problemas de. Hiperparatiroidismo familiar ou de hiper - tiroidismo, onde ocorre a fixação do cálcio circulante do sangue, nos ossos, sem que as células modeladoras dos ossos, “osteoclastos” consigam agir e controlar essa atividade. Com o tempo, ocorre a calcificação sistêmica, generalizada, não só de articulações como também de vasos e artérias, levando o indivíduo á morte.
Um simples exame de sangue e a visita a um endócrino, podem evitar transtornos da calcificação.
A Fisioterapia pode auxiliar nesses casos quando a calcificação começa a limitar os movimentos da marcha, por exemplo.
Exames que podem auxiliar no diagnóstico da doença:
· Exame de Achados Sanguíneos
· Densitometria óssea,
· Radiografias,
· Ecografias
Para se curar das calcificações, se trata o hipertiroidismo para que se ordenem as moléculas hormonais, e que se organize a fixação de cálcio nos ossos.
Indicações para Terapêutica Cirúrgica
Todos os doentes com manifestações clássicas de HPTP, nomeadamente nefrolitíase, osteíte fibrosa quística ou doença neuromuscular têm indicação cirúrgica.
No entanto, e porque atualmente cerca de80% dos doentes é assintomática, a paratiroidectomia não é o tratamento de escolha em todos os casos, apesar de ser a única terapêutica curativa.
Todos os doentes com manifestações clássicas de HPTP, nomeadamente nefrolitíase, osteíte fibrosa quística ou doença neuromuscular têm indicação cirúrgica.
No entanto, e porque atualmente cerca de80% dos doentes é assintomática, a paratiroidectomia não é o tratamento de escolha em todos os casos, apesar de ser a única terapêutica curativa.
Além desses cuidados, também convém lembrar que os hábitos alimentares de pessoas com esses problemas, devem ser mudados.
Tratamentos cirúrgicos podem piorar a situação caso o problema glandular não tenha sido solucionado. Muitas vezes esse não é o caminho.
A fisioterapia pode auxiliar em relação á postura e ao alívio dos quadros dolorosos.
Hidroterapia é muito bem indicada nesses casos, com exercícios de baixo impacto.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7as_causadas_por_calcifica%C3%A7%C3%A3o_em_tecido_mole
domingo, 29 de agosto de 2010
HPV!
Conceito
Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas).
Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher.
Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.
Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada, mas na grande maioria das vezes a infecção é assintomática ou inaparente (sem nenhuma manifestação detectável pelo paciente).
Sinônimos
Jacaré, jacaré de crista, crista de galo, verruga genital.
Agente
Papilomavirus Humano (HPV) - DNA vírus. HPV é o nome de um grupo de virus que inclue mais de 100 tipos. As verrugas genitais ou condilomas acuminados são apenas uma das manifestações da infecção pelo virus do grupo HPV e estão relacionadas com os tipos 6,11 e 42, entre outros. Os tipos (2, 4, 29 e 57) causam lesões nas mãos e pés (verrugas comuns). Outros tipos tem um potencial oncogênico (que pode desenvolver câncer) maior do que os outros (HPV tipo 16, 18, 45 e 56) e são os que tem maior importância clínica.
O espectro das infecções pelos HPV é muito mais amplo do que se conhecia até poucos anos atrás e inclui também infecções subclínicas (diagnosticadas por meio de peniscopia, colpocitologia, colposcopia e biópsia) e infecções latentes (só podem ser diagnosticada por meio de testes para detecção do virus).
Alguns trabalhos médicos referem-se a possibilidade de que 10-20% da população feminina sexualmente ativa, possa estar infectada pelos HPV.
A principal importância epidemiológica destas infecções deriva do fato que do início da década de 80 para cá, foram publicados muitos trabalhos relacionando-as ao câncer genital, principalmente feminino.
Complicações/Consequências
Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e também do ânus.
Transmissão
Contacto sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o virus pode ser transmitido.
O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto.
Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual : em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc.
Período de Incubação
Semanas a anos. (Como não é conhecido o tempo que o virus pode permanecer no estado latente e quais os fatores que desencadeiam o aparecimento das lesões, não é possível estabelecer o intervalor mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento das lesões, que pode ser de algumas semanas até anos ou décadas).
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). Eventualmente recorre-se a uma biópsia da lesão suspeita.
Tratamento
O tratamento visa a remoção das lesões (verrugas, condilomas e lesões do colo uterino).
Os tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações etc). As recidivas (retorno da doença) podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado.
Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente.
Não existe ainda um medicamento que erradique o virus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.
Já existem vacinas para proteção contra alguns tipos específicos do HPV, estando as mesmas indicadas para pessoas não contaminadas.
Prevenção
Camisinha usada adequadamente, do início ao fim da relação, pode proporcionar alguma proteção. Ter parceiro fixo ou reduzir numero de parceiros. Exame ginecológico anual para rastreio de doenças pré-invasivas do colo do útero. Avaliação do(a) parceiro(a). Abstinência sexual durante o tratamento.
Em 2006 foi aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a utilização da Vacina Quadrivalente produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a infecção. Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de verrugas (condilomas) genitais (tipos 6 e 11).
Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas).
Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher.
Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.
Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada, mas na grande maioria das vezes a infecção é assintomática ou inaparente (sem nenhuma manifestação detectável pelo paciente).
Sinônimos
Jacaré, jacaré de crista, crista de galo, verruga genital.
Agente
Papilomavirus Humano (HPV) - DNA vírus. HPV é o nome de um grupo de virus que inclue mais de 100 tipos. As verrugas genitais ou condilomas acuminados são apenas uma das manifestações da infecção pelo virus do grupo HPV e estão relacionadas com os tipos 6,11 e 42, entre outros. Os tipos (2, 4, 29 e 57) causam lesões nas mãos e pés (verrugas comuns). Outros tipos tem um potencial oncogênico (que pode desenvolver câncer) maior do que os outros (HPV tipo 16, 18, 45 e 56) e são os que tem maior importância clínica.
O espectro das infecções pelos HPV é muito mais amplo do que se conhecia até poucos anos atrás e inclui também infecções subclínicas (diagnosticadas por meio de peniscopia, colpocitologia, colposcopia e biópsia) e infecções latentes (só podem ser diagnosticada por meio de testes para detecção do virus).
Alguns trabalhos médicos referem-se a possibilidade de que 10-20% da população feminina sexualmente ativa, possa estar infectada pelos HPV.
A principal importância epidemiológica destas infecções deriva do fato que do início da década de 80 para cá, foram publicados muitos trabalhos relacionando-as ao câncer genital, principalmente feminino.
Complicações/Consequências
Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e também do ânus.
Transmissão
Contacto sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o virus pode ser transmitido.
O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto.
Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual : em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc.
Período de Incubação
Semanas a anos. (Como não é conhecido o tempo que o virus pode permanecer no estado latente e quais os fatores que desencadeiam o aparecimento das lesões, não é possível estabelecer o intervalor mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento das lesões, que pode ser de algumas semanas até anos ou décadas).
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). Eventualmente recorre-se a uma biópsia da lesão suspeita.
Tratamento
O tratamento visa a remoção das lesões (verrugas, condilomas e lesões do colo uterino).
Os tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações etc). As recidivas (retorno da doença) podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado.
Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente.
Não existe ainda um medicamento que erradique o virus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.
Já existem vacinas para proteção contra alguns tipos específicos do HPV, estando as mesmas indicadas para pessoas não contaminadas.
Prevenção
Camisinha usada adequadamente, do início ao fim da relação, pode proporcionar alguma proteção. Ter parceiro fixo ou reduzir numero de parceiros. Exame ginecológico anual para rastreio de doenças pré-invasivas do colo do útero. Avaliação do(a) parceiro(a). Abstinência sexual durante o tratamento.
Em 2006 foi aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a utilização da Vacina Quadrivalente produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a infecção. Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de verrugas (condilomas) genitais (tipos 6 e 11).
Fonte:
- ↑ Sérgio Mancini Nicolau (July/Sept. 2003). "Existe câncer do colo uterino sem HPV?". Rev. Assoc. Med. Bras. 49 (3). DOI:10.1590/S0104-42302003000300018. Página visitada em 2009-07-24.
- ↑ Adriano Augusto Peclat de Paula, Joaquim Caetano Almeida Netto, Aparecido Divino da Cruz, Ruffo de Freitas Júnior (2005). Carcinoma epidermóide do pênis: considerações epidemiológicas, histopatológicas, influência viral e tratamento cirúrgico. Instituto Nacional do Câncer. Página visitada em 2009-07-24.
- ↑ Cláudia Collucci, Julliane Silveira (21/07/2009). Mil pênis são amputados por ano no país devido a câncer, diz estudo. Folha Online. Página visitada em 2009-07-24.
- ↑ Ricardo Mioto (07/05/2010). Estudo liga câncer na boca a sexo oral com várias pessoas. Folha Online. Página visitada em 09/05/2010.
- ↑ Aline Campos Gonçalves Almeida, Adriana Takamatsu Sakama, Rosângela Galindo de Campos (2006). A Correlação do Câncer do Colo Uterino com o Papilomavirus Humano. NATES/UFJF. Página visitada em 2009-07-24.
CIRROSE HEPÁTICA..
Cirrose é o nome atribuído à patologia que pode afectar um órgão, transformando o tecido formado pelas suas células originais em tecido fibroso, por um processo habitualmente chamado fibrose ou esclerose. Geralmente o termo cirrose é utilizado para designar a cirrose no fígado.
O tipo mais comum de cirrose, a cirrose hepática, afeta o fígado e surge devido ao processo crônico e progressivo de inflamações (hepatites), fibrose e por fim ocorre a formação de múltiplos nódulos, que caracterizam a cirrose. A cirrose é considerada uma doença terminal do fígado para onde convergem diversas doenças diferentes, levando a complicações decorrentes da destruição de suas células, da alteração da sua estrutura e do processo inflamatório crônico. A capacidade regenerativa do fígado é conhecida e até faz parte da mitologia grega. É possível retirar cirurgicamente mais de dois terços de um fígado normal e a porção restante tende a crescer até praticamente o tamanho normal, com um processo de multiplicação celular que se inicia logo nas primeiras 200 horas, através de mecanismo ainda não bem esclarecido (o mesmo acontece com o transplante hepático intervivos, em que o receptor recebe uma porção do fígado do doador e depois ambos crescem). No entanto, a cirrose é o resultado de um processo crônico de destruição e regeneração com formação de fibrose. Nessa fase da hepatopatia, a capacidade regenerativa do fígado é mínima.
Apesar da crença popular de que a cirrose hepática é uma doença de alcoólatras, todas as doenças que levam a inflamação crônica do fígado (hepatopatia crônica) podem desenvolver essa patologia:
- Hepatite autoimune
- Lesão hepática induzida por drogas ou toxinas
- Lesão hepática induzida pelo álcool
- Hepatites virais B, C e D
- Doenças metabólicas
- Deficiência de alfa-1-antitripsina
- Doença de Wilson
- Hemocromatose
- Distúrbios vasculares
- Insuficiência cardíaca direita crônica
- Síndrome de Budd-Chiari
- Cirrose biliar
- Cirrose biliar primária
- Cirrose biliar secundária a obstrução crônica
- Colangite esclerosante primária
- Atresia biliar
- Insuficiência congênita de ductos intra-hepáticos (Síndrome de Alagille)
- Cirrose criptogênica (causa desconhecida)
No início não há praticamente nenhum sintoma, o que a torna de difícil diagnóstico precoce, pois a parte ainda saudável do fígado consegue compensar as funções da parte lesada durante muito tempo. Numa fase mais avançada da doença, podem surgir desnutrição, hematomas, aranhas vasculares, sangramentos de mucosas (especialmente gengivas), icterícia ("amarelão"), ascite ("barriga-d'água"), hemorragias digestivasvarizes no esofago,levando o doente a expelir sangue pela boca e nas fezes) e encefalopatia hepática (processo causado pelo acúmulo de substâncias tóxicas que leva a um quadro neurológico que pode variar entre dificuldade de atenção e coma). (por diversas causas, entre elas devido a rompimento de
O único tratamento totalmente eficaz para portadores de cirrose hepática é o transplante de fígado, mas também pode haver melhoras se for suspenso o agente agressor que originou a cirrose, como o álcool ou o vírus da hepatite. Como o transplante está indicado apenas em situações em que o risco do procedimento é inferior ao risco esperado sem o procedimento, se não houver indicação de transplante deve-se manter acompanhamento médico periódico para a detecção precoce de complicações como desnutrição, ascite, varizes esôfago-gastricas, [hepatocarcinoma], procedendo-se intervenção, se necessária.
FONTE: http://www.hepcentro.com.br/cirrose.htm
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Doença de Gaucher!
A doença de Gaucher é uma doença genética relacionada com o metabolismo dos lípidos. É causada por uma deficiência na enzima glucocerebrosidase, que leva à acumulação do seu substrato, um glucocerebrosídeo. A doença foi descrita na tese de doutoramento de Philippe Ernest Gaucher em 1882.
Os sinais e sintomas variam de indivíduo para indivíduo. As principais características observadas são um aumento do fígado e do baço, anemia, diminuição do número de plaquetas e doenças ósseas. Afeta 1 em cada 50.000 a 100.000 indivíduos. A doença é herdada de uma forma autossómica recessiva.
Pode se classificada em três tipos:
- Tipo 1 ou não neuropática (Incidência de 1:10.000 a 1:20.000) - Afeta crianças e adultos, a idade de início dos sinais e sintomas é muito variável. Os sintomas normalmente apresentados são hepatomegalia(aumento do fígado), esplenomegalia (aumento do baço) levando a hiperesplenismo com progressiva anemia, trombocitopenia e leucopenia. Esses sintomas ainda podem ser associado à fadiga, cansaço, plenitude gástrica pós-prandial e retardo de crescimento em crianças. O acúmulo de glicocerebrosídeo na medula óssea leva à osteopenia, lesões líticas, fraturas patológicas, dor óssea crônica, crises ósseas, infarto e osteonecrose. É descrito também uma maior incidência de tumores ósseos nos pacientes com Doença de Gaucher. A progressão do quadro é, em geral, lenta ou variável, e a sobrevida pode ser normal, na dependência da gravidade das complicações. O tipo 1 é o mais freqüente, correspondendo a 95 % dos casos de Doença de Gaucher.
- Tipo 2 ou forma neuropática aguda (Incidência menor que 1:100.000) - Afeta lactentes com 4-5 meses de idade, compromete cérebro, baço, fígado e pulmão. O quadro neurológico é grave, com múltiplas convulsões, hipertonia, apnéia e progressivo retardo mental. A evolução é rápida, com morte nos primeiros dois anos de vida, em geral pelo envolvimento pulmonar.
- Tipo 3 ou forma neuropática crônica (Incidência menor que 1:100.000) - Afeta crianças e adolescentes, a idade de início é variável, mas em geral no pré-escolar. Compromete cérebro, baço, fígado e ossos. A evolução do quadro neurológico é variável, mas menos grave que o do tipo 2. É dada uma sobrevida de até 20 a 30 anos.
Tratamento
Em 1991, surgiu um tratamento de reposição enzimática a partir da extração de enzimas de placenta humana. Apenas em 1994 a enzima passou a ser produzida de forma sintética por técnica de DNA recombinante, o que permitiu sua maior distribuição.
Atualmente, existe uma nova abordagem terapêutica, denominada de terapia de redução do substrato, que é de administração oral (em vez da administração por via endovenosa da terapia de reposição enzimática). Esta terapia atua diminuindo a formação dos lípidos, prevenindo assim o acúmulo dos mesmos. A terapia de redução de substrato está sendo utilizada em alguns países como opção na manutenção de pacientes com Doença de Gaucher tipo 1, sendo que estudos clínicos estão sendo feitos para a aplicação desta terapia na doença de Gaucher tipo 3.
Fontes:
Aharon-Peretz J, Rosenbaum H, Gershoni-Baruch R. Mutations in the Glucocerebrosidase Gene and Parkinson's Disease in Ashkenazi Jews. N Engl J Med 2004;351:1972-1977. PMID 15525722.
Barranger JA, Rice EO. Gaucher disease: diagnosis, monitoring and management. Gaucher Clin Persp 1997;5:1-6.
Brady RO, Kanfer JN, Shapiro D. Metabolism of glicocerebrosides. II. Evidence of enzymatic deficiency in Gaucher's disease. Biochem Biophys Res Commun 1965;18:221. PMID 14282020.
Charrow J et al. Gaucher disease, recommendations on diagnosis, evaluation and monitoring. Arch Intern Med 1998;158:1754-60.
Diaz GA, Gelb BD, Risch N, Nygaard TG, Frisch A, Cohen IJ, Miranda CS, Amaral O, Maire I, Poenaru L, Caillaud C, Weizberg M, Mistry P, Desnick RJ. Gaucher disease: the origins of the Ashkenazi Jewish N370S and 84GG acid beta-glucosidase mutations. Am J Hum Genet 2000;66:1821-32. PMID 10777718.
Aharon-Peretz J, Rosenbaum H, Gershoni-Baruch R. Mutations in the Glucocerebrosidase Gene and Parkinson's Disease in Ashkenazi Jews. N Engl J Med 2004;351:1972-1977. PMID 15525722.
Barranger JA, Rice EO. Gaucher disease: diagnosis, monitoring and management. Gaucher Clin Persp 1997;5:1-6.
Brady RO, Kanfer JN, Shapiro D. Metabolism of glicocerebrosides. II. Evidence of enzymatic deficiency in Gaucher's disease. Biochem Biophys Res Commun 1965;18:221. PMID 14282020.
Charrow J et al. Gaucher disease, recommendations on diagnosis, evaluation and monitoring. Arch Intern Med 1998;158:1754-60.
Diaz GA, Gelb BD, Risch N, Nygaard TG, Frisch A, Cohen IJ, Miranda CS, Amaral O, Maire I, Poenaru L, Caillaud C, Weizberg M, Mistry P, Desnick RJ. Gaucher disease: the origins of the Ashkenazi Jewish N370S and 84GG acid beta-glucosidase mutations. Am J Hum Genet 2000;66:1821-32. PMID 10777718.
Arteriosclerose!!
Ateriosclerose é uma doença inflamatória crónica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são placas, compostas especialmente por lípidos e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Levam progressivamente à diminuição do diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. A ateriosclerose em geral é fatal quando afecta as artérias do coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.
Fatores de Risco:
Os principais são
- 1)Hipertensão
- 2)Falta de atividade física e obesidade
- 3)Diabetes Melito
- 4)Hiperlipidemia
- 5)Tabagismo
Sabe-se que a hipertensão aumenta em pelo menos duas vezes o risco de ateriosclerose, assim como a pessoa que possui diabete. Quando as duas doenças ocorrem concomitantemente, o risco sobe para mais de 8 vezes. No caso da pessoa possuir diabetes, hipertensão e hiperlipidemia, esse risco sobre para mais de 20 vezes, sugerindo que esses fatores atuam de forma conjunta para aumentar o risco do desenvolvimento da doença. Homens no início da vida adulta apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença, sugerindo que talvez os hormônios masculinos estejam envolvimento na doença ou também que os hormônios femininos tenham alguma função protetora. Outros estudos sugerem que nível elevado de ferro no sangue pode levar à ateriosclerose, muito provavelmente pela formação de radicais livres que lesam as paredes vasculares.
Prevenção:
As medidas mais importantes são manter um peso saudável, ser fisicamente ativo e ter uma dieta rica em gordura insaturada e com baixo teor de colesterol. Além disso, deve-se ter sempre o controle da glicose sanguínea e evitar o tabagismo. O tratamento preventivo se dá por drogas que reduzem os lipídeos plasmáticos e o colesterol. A maior parte do colesterol formada no fígado é convertida em ácidos biliares, e a maior parte destes são reabsorvidos no íleo e usadas na bile. Dessa forma, agentes que se combinem com os ácidos biliares e impeçam sua reabsorção na circulação, podem reduzir o número total de ácidos biliares que estão circulando no sangue. Isso leva a uma maior conversão do colesterol hepático em novos ácidos biliares. Dessa forma, a ingestão de alimentos que liguem aos ácidos biliares como cereais matinas, diminuem o colesterol circulante. As drogas mais comumente usadas são as resinas de troca, que justamente se ligam aos ácidos biliares, aumento sua excreção fecal e consequentemente reduzindo a síntese de colesterol pelo fígado. Outro grupo comum são as estatinas, que inibem competitivamente a hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase. Essa enzima limita a síntese de colesterol e aumenta os receptores de LDL no fígado, gerando uma redução de 25 a 50% nos níveis plasmáticos de LDL.
Fonte: http://emedix.uol.com.br/doe/car005_1f_aterosclerose.php
sábado, 14 de agosto de 2010
Doenças da MAMA
Muito tem se falado sobre as doenças da mama,com enfoque principalmente sobre o cancer. Hoje ocorre uma "cancerofobia" ou seja, um medo intenso do câncer, que faz as mulheres erroneamente pensarem que qualquer nodulação ou dor pode ser o sintoma de um câncer.
O objetivo deste artigo é acalmar, no bom sentido, essa cancerofobia, através do conhecimento das mamas, suas alterações normais e ensinar a reconhecer os sintomas de prováveis doenças.
É um pequeno guia com as alterações mais comuns, lembrando que existe ainda vária entidades não descritas neste artigo. Quanto ao câncer será enfocado separadamente. O desenvolvimento: A mama é formada por glândulas e em sua grande parte por tecido gorduroso. Na criança é formada por ductos e tecido conjuntivo, aumentando na puberdade devido ao aumento de hormônios, completando o seu total desenvolvimento em torno de 04 anos.
Após a puberdade, na idade adulta, a quantidade de tecido gorduroso aumenta juntamente com o desenvolvimento dos glândulas. Na menopausa ocorre atrofia, levando à flacidez, restando quase exclusivamente tecido gorduroso.
Alterações na criança: Antes da menina menstruar já se inicia o desenvolvimento das mamas, com o aparecimento do chamado broto mamário. Pode ser acompanhado ou não de vermelhidão, inchaço e dor no local, tendendo a desaparecer estes sintomas em poucos dias não devendo portanto ser motivo de grandes preocupações. Raramente o desenvolvimento das mamas é feito de maneira simétrica, podendo ficar uma mama maior que a outra. Quando essa assimetria é muito acentuada e provoca desconforto deve-se avaliar a necessidade de cirurgia corretiva. Afecção Funcional Benigna das Mamas (AFBM): Antigamente conhecida como Displasia Mamária, hoje é aceita como uma resposta normal da mama às alterações hormonais cíclicas que ocorrem na mulher. Não se tem uma causa definida, acreditando-se que possa ser multifatorial. Os sintomas são variados, podendo se manifestar como dor, entumescimento e percepção de vários caroços dolorosos. A maioria da sintomatologia desaparece após a menstruação. O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, feito pelo médico, sem a necessidade obrigatória de exames complementares.É mais comum em mulheres jovens, com poucos ou nenhum filho. O principal do tratamento deste caso é o esclarecimento à mulher sobre a doença, seus fatores determinantes e sua evolução benigna. Existe o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso.
Ectasia Ductal: É muito comum após os 40 anos, sendo caracterizada por secreção mamilar e dor, sendo que na maioria das vezes essa secreção é escurecida. É uma das doenças que mais simula o câncer. Não se sabe a causa, mas sabe-se que ocorre uma inflamação nos ductos mamários. O diagnóstico é feito clinicamente e com ajuda de exames complementares.
Mastites: É a inflamação das mamas, ocorrendo principalmente durante a fase de amamentação. Em todos os casos é acompanhada de muita dor, vermelhidão, sensação de endurecimento e tumor no local. Pode ocorrer febre. O tratamento é medicamentoso e em casos extremos é realizada drenagem.
Dor Mamária: Apesar de não ser uma doença, vale a pena ser colocado devido à sua alta incidência. É causada principalmente por variações hormonais (excetuando-se as outras patologias) e em estudo não comprovado ainda por dieta inadequada. O diagnóstico é subjetivo e clínico e o tratamento é individualizado de acordo com o caso.
O objetivo deste artigo é acalmar, no bom sentido, essa cancerofobia, através do conhecimento das mamas, suas alterações normais e ensinar a reconhecer os sintomas de prováveis doenças.
É um pequeno guia com as alterações mais comuns, lembrando que existe ainda vária entidades não descritas neste artigo. Quanto ao câncer será enfocado separadamente. O desenvolvimento: A mama é formada por glândulas e em sua grande parte por tecido gorduroso. Na criança é formada por ductos e tecido conjuntivo, aumentando na puberdade devido ao aumento de hormônios, completando o seu total desenvolvimento em torno de 04 anos.
Após a puberdade, na idade adulta, a quantidade de tecido gorduroso aumenta juntamente com o desenvolvimento dos glândulas. Na menopausa ocorre atrofia, levando à flacidez, restando quase exclusivamente tecido gorduroso.
Alterações na criança: Antes da menina menstruar já se inicia o desenvolvimento das mamas, com o aparecimento do chamado broto mamário. Pode ser acompanhado ou não de vermelhidão, inchaço e dor no local, tendendo a desaparecer estes sintomas em poucos dias não devendo portanto ser motivo de grandes preocupações. Raramente o desenvolvimento das mamas é feito de maneira simétrica, podendo ficar uma mama maior que a outra. Quando essa assimetria é muito acentuada e provoca desconforto deve-se avaliar a necessidade de cirurgia corretiva. Afecção Funcional Benigna das Mamas (AFBM): Antigamente conhecida como Displasia Mamária, hoje é aceita como uma resposta normal da mama às alterações hormonais cíclicas que ocorrem na mulher. Não se tem uma causa definida, acreditando-se que possa ser multifatorial. Os sintomas são variados, podendo se manifestar como dor, entumescimento e percepção de vários caroços dolorosos. A maioria da sintomatologia desaparece após a menstruação. O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, feito pelo médico, sem a necessidade obrigatória de exames complementares.É mais comum em mulheres jovens, com poucos ou nenhum filho. O principal do tratamento deste caso é o esclarecimento à mulher sobre a doença, seus fatores determinantes e sua evolução benigna. Existe o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso.
Ectasia Ductal: É muito comum após os 40 anos, sendo caracterizada por secreção mamilar e dor, sendo que na maioria das vezes essa secreção é escurecida. É uma das doenças que mais simula o câncer. Não se sabe a causa, mas sabe-se que ocorre uma inflamação nos ductos mamários. O diagnóstico é feito clinicamente e com ajuda de exames complementares.
Mastites: É a inflamação das mamas, ocorrendo principalmente durante a fase de amamentação. Em todos os casos é acompanhada de muita dor, vermelhidão, sensação de endurecimento e tumor no local. Pode ocorrer febre. O tratamento é medicamentoso e em casos extremos é realizada drenagem.
Dor Mamária: Apesar de não ser uma doença, vale a pena ser colocado devido à sua alta incidência. É causada principalmente por variações hormonais (excetuando-se as outras patologias) e em estudo não comprovado ainda por dieta inadequada. O diagnóstico é subjetivo e clínico e o tratamento é individualizado de acordo com o caso.
Fonte : http://mastologia.wordpress.com/category/doencas-benignas-da-mama/
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou enfarte agudo do miocárdio (EAM), popularmente e erroneamente conhecido como ataque cardíaco (um erro popular na interpretação do termo médico taquicardia), é um processo que pode levar à necrose (morte do tecido) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigênio.É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.
O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de morte nos países industrializados. Das mortes consequentes a um infarto, a maior parte é rápida, na primeira hora, em geral por uma arritmia severa chamada de Fibrilação ventricular.A falta de circulação impede a chegada de nutrientes e de oxigênio (isquemia) ao território arterial a jusante. A isquemia determina redução imediata e progressiva da contratilidade do miocárdio. A dinâmica da movimentação normal de íons, em especial potássio, cálcio e sódio, começa a se alterar. Isto gera uma instabilidade elétrica.
Os fatores de risco podem ser dividos em dois grupos:
- Fatores que podem ser mudados ou controlados:
- Colesterol alto
- Hipertensão arterial
- Tabagismo
- Excesso de peso
- Sedentarismo
- Diabetes Mellitus
- Apneia do sono - aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias e infarto.
- Fatores que não podem ser mudados
- Idade
- História familiar ou predisposição genética
O sintoma mais importante e típico do IAM é a dor ou desconforto intenso retroesternal (atrás do osso esterno) que é muitas vezes referida como aperto, opressão, peso ou queimação, podendo irradiar-se para pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso.
Frequentemente esses sintomas são acompanhados por náuseas, vômitos, sudorese, palidez e sensação de morte iminente. A duração é caracteristicamente superior a 20 minutos. Dor com as caraterísticas típicas, mas com duração inferior a 20 minutos sugere angina do peito, onde ainda não ocorreu a morte do músculo cardíaco.
Pacientes diabéticos, idosos e as mulheres têm maior probabilidade de apresentarem uma dor ou desconforto atípico, ou seja, com características e intensidade diferentes da descrição acima.
Pode ser diagnosticado a partir de exames clínicos, eletrocardiográfico e bioquímico!
Fonte: http://www.dq.fct.unl.pt/cadeiras/fisiolcel/main/PDF/seminarios/Fisiol_Cora%E7%E3o_Res_2.pdf
Fonte: http://www.dq.fct.unl.pt/cadeiras/fisiolcel/main/PDF/seminarios/Fisiol_Cora%E7%E3o_Res_2.pdf
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