O que é pneumonia?
A pneumonia é uma infecção dos pulmões na qual a criança pode ter:
- Problemas para respirar;
- Respiração rápida e dolorosa;
- Tosse;
- Febre;
- Calafrios.
O médico pode pedir uma radiografia do peito da criança.
A pneumonia não é contagiosa.
Como posso cuidar do meu filho?
- Dar o antibiótico previamente prescrito para tratar da infecção.
- Dar medicamento contra febre e dor no peito, que pode ser acetaminofen (Tylenol) ou Ibuprofeno (Advil) a cada 4 ou 6 horas. Não dê aspirina.
- Dar líquidos mornos para a tosse. A criança tosse porque tem muco espesso e pegajoso. Os líquidos mornos ajudam a soltar o muco. Dar limonada, suco de maçã ou chá mornos. Não dar medicamento para a tosse. A criança precisa expelir o muco dos pulmões. Isto fará com que ele se sinta melhor.
- Mantenha úmido o ar do quarto de seu filho. Utilize um umidificador de ar.
- Não fume perto da criança. O fumo piora a tosse aumenta sua permanência.
Procure imediatamente um médico se:
- A criança tiver problemas para respirar.
- A doença agravar.
- A criança ainda tiver febre dois dias após começar a tomar o remédio.
- A tosse durar mais de três dias.
- Você tiver outras perguntas e preocupações.
Blog criado para que pessoas possam acessá-lo para retirar artigos científicos e serem estudados!! Espero poder contribuir!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Fibrose Cística
A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autossómica (não ligada ao cromossoma x) recessiva (que são necessários para se manifestar mutações nos 2 cromossomas do par afectado) causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas, nomeadamente as glândulas exócrinas (glândulas produtoras de muco).
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares.
A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões.
É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.
A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação.
Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.
Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/252/fibrose-cistica
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares.
A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões.
É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.
A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação.
Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.
Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/252/fibrose-cistica
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Trombose
Uma "epidemia" silenciosa varre os hospitais brasileiros. Os números ainda não são precisos, mas a estimativa é de que até 40% dos pacientes internados para cirurgias mais complexas acabem desenvolvendo a trombose.
O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção.
Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose.
Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção.
De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg.
"O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica.
A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior.
Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos.
Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas.
Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais.
A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano.
"A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos".
É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente.
Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes.
* Os Perigos
O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida.
A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local.
* Os Fatores de Riscos
Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose:
Idade acima de 40 anos
* Obesidade
* Varizes grandes
* História anterior de trombose
* Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal
* Cigarro
* Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação
* ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença
* Cirurgias de médio e grande portes
* Infecções e doenças graves
* Traumatismos
* Gravidez e pós-parto
* Imobilização prolongada
* Sinais de Alerta
As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns:
* Dor intensa
* Inchaço nas pernas
* Vermelhidão e calor no local
* Endurecimento da musculatura da perna
* Formação de nódulos dolorosos nas varizes
* Cuide-se
O que os médicos recomendam:
# Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local.
# Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos.
# No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital.
O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção.
Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose.
Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção.
De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg.
"O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica.
A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior.
Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos.
Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas.
Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais.
A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano.
"A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos".
É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente.
Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes.
* Os Perigos
O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida.
A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local.
* Os Fatores de Riscos
Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose:
Idade acima de 40 anos
* Obesidade
* Varizes grandes
* História anterior de trombose
* Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal
* Cigarro
* Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação
* ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença
* Cirurgias de médio e grande portes
* Infecções e doenças graves
* Traumatismos
* Gravidez e pós-parto
* Imobilização prolongada
* Sinais de Alerta
As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns:
* Dor intensa
* Inchaço nas pernas
* Vermelhidão e calor no local
* Endurecimento da musculatura da perna
* Formação de nódulos dolorosos nas varizes
* Cuide-se
O que os médicos recomendam:
# Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local.
# Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos.
# No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital.
Cicatrização de Feridas
De um modo geral as feridas podem ser agudas, ou seja, o processo de cicatrização ocorre de forma ordenada com resultado anatômico e funcional satisfatório; ou crônicas, onde o processo inflamatório esta estacionada, e vemos como exemplo as úlceras.
Quanto ao mecanismo de cicatrização as feridas são classificadas em fechamento por primeira intenção, por segunda intenção ou espontâneo e por terceira intenção.
FASE INFLAMATÓRIA
Esta fase compreende os processos de hemostasia e resposta inflamatória aguda, limitando a extensão da lesão tecidual.
A lesão do endotélio estimula a ação plaquetária, que liberam citocinas para o reparo tecidual e ativam a cascata de coagulação para formação de fibrina, que envolve e estabiliza o tampão plaquetário.
Após a hemostasia ser atingida com a formação de trombo, ocorre a migração de polimorfonucleares (PMN), que tem a função de limpeza dos tecidos e fagocitose de bactérias. Quanto maior for o numero de PMN, maior será a produção de citocinas e substâncias citotóxicas.
Os monócitos circulantes também são recrutados, e no sitio da ferida diferenciam-se em macrófagos. E o linfócito é outro tipo celular encontrado, principalmente nas feridas com contaminação bacteriana, com corpos estranhos e com grande quantidade de tecido desvitalizado. Normalmente é o macrófago que processa antígenos e os apresenta para os linfócitos.
FASE PROLIFERATIVA
Segue-se com a proliferação de fibroblastos na ferida, geralmente derivada de células do tecido conjuntivo, dando início a fibroplasia. Observamos mais de 13 tipos de fibras de colágeno, sendo os principais:
TIPO LOCALIZACAO
I Todos os tecidos, exceto cartilagem e membrana basal.
II Cartilagem, humor vítreo e disco intervertebral.
III Pele, vasos e vísceras.
IV Membrana basal
Simultaneamente a fibroplasia, ocorre a formação de tecido de granulação através da proliferação de células endoteliais, angiogenêse e infiltração densa de macrófagos. Os gicosaminoglicans (acido hialurônico e fobronectina) favorecem a interação entre as citocinas e células-alvo na matriz extracelular.
Na periferia das feridas observamos a ativação de queratinócitos, que representa e epitelização.
FASE DE MATURAÇÃO
O processo de remodelamento da ferida implica no equilíbrio entre a síntese e a degradação de colágeno, redução da vascularização e da infiltração de células inflamatórias, ate que se atinja a maturação.
A contração da ferida é um dos principais fenômenos desta fase, impulsionada pela ação de miofibroblastos, que são fibroblastos do tecido de granulação, diferenciados, e com estrutura actina-miosina. Nos casos de queimaduras e traumas extensos, a contração é um inimigo, porque leva a deformidade estética e funcional, e denominamos de contratura.
PRINCIPAIS CITOCINAS ENVOLVIDAS NA CICATRIZAÇÃO
CITOCINA CÉLULA PRODUTORA AÇÕES
PDGF fator de crescim derivado de plaquetas Plaquetas, macrófagos e células epiteliais Regulação da fase inflamatória da síntese de matriz extrac
TGF-B fator de crescimento beta de transformação Plaquetas, linfócitos, macrófagos, e células endoteliais, fibroblastos e células musc lisas. Presente em todas as fases. Estimula a síntese de colágeno e matriz extrac, proliferação de fibroblastos e cel endoteliais
FGF fator de crescimento de fibroblastos Macrófagos e células endoteliais Induzem a angiogênese
EGF fator de crescimento da epiderme Queratinócitos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos e fibroblastos
KGF fator de crescimento de queratinócitos Fibroblastos Estimula migração, proliferação e diferenciação de queratinócitos
IGF-1 fator de crescim insulina-símile Vários tipos celulares Induzem a síntese de colágeno e matriz extracelular, alem de facilitar a prolif de fibroblastos
Todo o processo de cicatrização pode sofrer alterações quando certos fatores estão presentes. Dentre eles temos a desnutrição, infecção, perfusão tecidual inadequada (volemia, quantidade de hemoglobina e/ou conteúdo de oxigênio sanguíneo deficientes), paciente portador de diabetes, obeso ou em uso de glicocorticóides, quimioterápicos e radioterapia.
Fonte:SABISTON - Tratado de Patologia Cirúgica
Apostila do Medcurso - Cirurgia
Assinar:
Postagens (Atom)